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    <title>EDU-MSantos</title>
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      <title>Psicologia escolar e educacional: história, compromissos e perspectivas</title>
      <description>&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;br /&gt;
Psicologia escolar e educacional: história, compromissos e perspectivas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
 &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;                                                                                                                                                         Mitsuko Aparecida Makino Antunes&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
Abordar a história, os compromissos e as perspectivas da Psicologia Escolar e&lt;br /&gt;
Educacional significa tratar de três dimensões fundamentais de seu estatuto como área de&lt;br /&gt;
conhecimento articulada a um campo de prática social. A natureza dessa relação se&lt;br /&gt;
expressa, pelo menos, em duas dimensões: a psicologia educacional como um dos&lt;br /&gt;
fundamentos científicos da educação e da prática pedagógica e a psicologia escolar como&lt;br /&gt;
modalidade de atuação profissional que tem na escola e nas relações que aí se estabelecem&lt;br /&gt;
seu campo de ação. Dada a complexidade e a multiplicidade dessas questões, seu estudo&lt;br /&gt;
comporta um amplo espectro de focos possíveis, tornando necessária uma delimitação que&lt;br /&gt;
implica a opção por alguns caminhos em detrimento de outros, que podem ser abordados&lt;br /&gt;
em outras oportunidades.&lt;br /&gt;
Numa perspectiva mais ampla, poder-se-ia tratar a Psicologia Escolar e Educacional&lt;br /&gt;
por algumas de suas articulações mais antigas. A Grécia Antiga, entre outras civilizações,&lt;br /&gt;
constitui-se numa rica fonte de estudos, por sintetizar, em sua produção filosófica, teoria do&lt;br /&gt;
conhecimento, idéias psicológicas e propostas sistemáticas de educação da juventude e sua&lt;br /&gt;
correspondente ação pedagógica. É possível, nessa perspectiva, estudar Protágoras e os&lt;br /&gt;
sofistas, a escola pitagórica, Sócrates e a maiêutica, Platão e a Academia, Aristóteles e o&lt;br /&gt;
Liceu, entre muitos outros. Por esse mesmo foco é possível estudar o pensamento medieval,&lt;br /&gt;
em que filosofia/teologia, educação/pedagogia e idéias psicológicas permanecem&lt;br /&gt;
intimamente articuladas. A modernidade trará uma complexidade que amplia muito o&lt;br /&gt;
espectro de análise dessas relações, proporcionando um campo quase incomensurável de&lt;br /&gt;
estudos, que estende para a contemporaneidade suas determinações e nela se faz presente.&lt;br /&gt;
Em última análise, pode-se afirmar que a relação entre psicologia e educação, sobretudo em&lt;br /&gt;
suas mediações com as teorias de conhecimento, é algo que acompanha a própria história&lt;br /&gt;
do pensamento humano e constitui-se como complexo e extenso campo de estudo. Esta não&lt;br /&gt;
é a perspectiva que será aqui tratada, mas reiterá-la é necessário para indicar a&lt;br /&gt;
complexidade e a totalidade da qual faz parte o foco sob o qual a Psicologia Escolar e&lt;br /&gt;
Educacional será abordada neste texto, qual seja, a Psicologia Escolar e Educacional no&lt;br /&gt;
Brasil.&lt;br /&gt;
O presente texto compõe-se de uma discussão inicial sobre alguns pressupostos do&lt;br /&gt;
estatuto da Psicologia Escolar e Educacional, uma breve história das relações entre&lt;br /&gt;
psicologia e educação no Brasil e um ensaio sobre os compromissos e as perspectivas&lt;br /&gt;
colocadas para a construção de uma Psicologia Escolar e Educacional comprometida&lt;br /&gt;
socialmente com os interesses da maioria da população.&lt;br /&gt;
Estatuto da Psicologia Escolar e Educacional: alguns pressupostos&lt;br /&gt;
Essa discussão exige, antes de mais nada, a explicitação de alguns conceitos&lt;br /&gt;
presentes nos termos da expressão Psicologia Escolar e Educacional.&lt;br /&gt;
Entendemos educação como prática social humanizadora, intencional, cuja&lt;br /&gt;
finalidade é transmitir a cultura construída historicamente pela humanidade. O homem não&lt;br /&gt;
nasce humanizado, mas torna-se humano por seu pertencimento ao mundo histórico-social&lt;br /&gt;
e pela incorporação desse mundo em si mesmo, processo este para o qual concorre a&lt;br /&gt;
educação. A historicidade e a sociabilidade são constitutivas do ser humano; a educação é,&lt;br /&gt;
nesse processo, determinada e determinante.&lt;br /&gt;
A escola pode ser considerada como uma instituição gerada pelas necessidades&lt;br /&gt;
produzidas por sociedades que, por sua complexidade crescente, demandavam formação&lt;br /&gt;
específica de seus membros. A escola adotou ao longo da história diversas formas, em&lt;br /&gt;
função das necessidades a que teria que responder; tendo sido, em geral, destinada a uma&lt;br /&gt;
parcela privilegiada da população, a quem caberia desempenhar funções específicas,&lt;br /&gt;
articuladas aos interesses dominantes de uma dada sociedade. Essa realidade deve ser, no&lt;br /&gt;
entanto, compreendida também a partir de suas contradições, sobretudo a concepção de&lt;br /&gt;
escola como instância que se coloca hoje como uma das condições fundamentais para a&lt;br /&gt;
democratização e o estabelecimento da plena cidadania a todos, e que, embora não seja o&lt;br /&gt;
único, é certamente um dos fatores necessários e contingentes para a construção de uma&lt;br /&gt;
sociedade igualitária e justa. Sob essa perspectiva, a escola, tal como nós a concebemos,&lt;br /&gt;
tem como finalidade promover a universalização do acesso aos bens culturais produzidos&lt;br /&gt;
pela humanidade, criando condições para a aprendizagem e para o desenvolvimento de&lt;br /&gt;
todos os membros da sociedade.&lt;br /&gt;
A pedagogia pode ser entendida como fundamentação, sistematização e organização&lt;br /&gt;
da prática educativa. A preocupação pedagógica atravessa a história, sustentando-se em&lt;br /&gt;
diferentes concepções filosóficas, constituindo-se sob diversas bases teóricas e&lt;br /&gt;
estabelecendo várias proposições para a ação educativa. Com o desenvolvimento das&lt;br /&gt;
ciências a partir da modernidade, o conhecimento científico tornou-se sua principal base de&lt;br /&gt;
sustentação.&lt;br /&gt;
A Psicologia Educacional1 pode ser considerada como uma sub-área da psicologia,&lt;br /&gt;
o que pressupõe esta última como área de conhecimento. Entende-se área de conhecimento&lt;br /&gt;
como corpus sistemático e organizado de saberes produzidos de acordo com procedimentos&lt;br /&gt;
definidos, referentes a determinados fenômenos ou conjunto de fenômenos constituintes da&lt;br /&gt;
realidade, fundamentado em concepções ontológicas, epistemológicas, metodológicas e&lt;br /&gt;
éticas determinadas. Faz-se necessário, porém, considerar a diversidade de concepções,&lt;br /&gt;
abordagens e sistemas teóricos que constituem as várias produções de conhecimento,&lt;br /&gt;
particularmente no âmbito das ciências humanas, das quais a psicologia faz parte. Assim, a&lt;br /&gt;
psicologia da educação pode ser entendida como sub-área de conhecimento, que tem como&lt;br /&gt;
vocação a produção de saberes relativos ao fenômeno psicológico constituinte do processo&lt;br /&gt;
educativo.&lt;br /&gt;
A Psicologia Escolar, diferentemente, define-se pelo âmbito profissional e refere-se&lt;br /&gt;
a um campo de ação determinado, isto é, a escola e as relações que aí se estabelecem;&lt;br /&gt;
1 Muitas expressões são utilizadas, dentre as quais: Psicologia Educacional, Psicologia da Educação,&lt;br /&gt;
Psicologia na Educação e outras. Há implicações teóricas que subjazem à opção por uma ou outra&lt;br /&gt;
denominação, mas que não serão aqui tratadas, dada delimitação do presente texto&lt;br /&gt;
fundamenta sua atuação nos conhecimentos produzidos pela psicologia da educação, por&lt;br /&gt;
outras sub-áreas da psicologia e por outras áreas de conhecimento.&lt;br /&gt;
Deve-se, pois, sublinhar que psicologia educacional e psicologia escolar são&lt;br /&gt;
intrinsecamente relacionadas, mas não são idênticas, nem podem reduzir-se uma à outra,&lt;br /&gt;
guardando cada qual sua autonomia relativa. A primeira é uma área de conhecimento (ou&lt;br /&gt;
sub-área) e tem por finalidade produzir saberes sobre o fenômeno psicológico no processo&lt;br /&gt;
educativo. A outra constitui-se como campo de atuação profissional, realizando&lt;br /&gt;
intervenções no espaço escolar ou a ele relacionado, tendo como foco o fenômeno&lt;br /&gt;
psicológico, fundamentada em saberes produzidos, não só, mas principalmente, pela subárea&lt;br /&gt;
da psicologia, a psicologia da educação.&lt;br /&gt;
Relações entre Psicologia e Educação no Brasil: uma breve história&lt;br /&gt;
A história da Psicologia Escolar e Educacional no Brasil pode ser identificada desde&lt;br /&gt;
os tempos coloniais, quando preocupações com a educação e a pedagogia traziam em seu&lt;br /&gt;
bojo elaborações sobre o fenômeno psicológico. Massimi (1986; 1990), ao estudar obras&lt;br /&gt;
produzidas no período colonial, no âmbito da filosofia, moral, educação e medicina, entre&lt;br /&gt;
outras, identifica temas como: aprendizagem, desenvolvimento, função da família,&lt;br /&gt;
motivação, papel dos jogos, controle e manipulação do comportamento, formação da&lt;br /&gt;
personalidade, educação dos indígenas e da mulher, entre outros temas que, mais tarde,&lt;br /&gt;
tornaram-se objetos de estudo ou campos de ação da psicologia. É importante destacar que&lt;br /&gt;
a maioria desses escritos estava comprometida com os interesses metropolitanos e&lt;br /&gt;
expressava as mazelas de sua dominação na colônia. Entretanto, há contradições, sendo que&lt;br /&gt;
algumas dessas obras assumiram posições que se opunham aos ideais da metrópole, como a&lt;br /&gt;
defesa da educação feminina, entre outras. Além disso, várias obras não apenas trataram de&lt;br /&gt;
temas que viriam a ser próprios da psicologia, mas os trataram de maneira bastante original,&lt;br /&gt;
antecipando formulações que viriam a ser incorporadas pela psicologia do século XX.&lt;br /&gt;
No século XIX, idéias psicológicas articuladas à educação foram também&lt;br /&gt;
produzidas no interior de outras áreas de conhecimento, embora de maneira mais&lt;br /&gt;
institucionalizada. No campo da pedagogia, escolas normais (criadas a partir da década de&lt;br /&gt;
1830) foram espaços de discussão, ainda que incipientes e pouco sistemáticos, sobre a&lt;br /&gt;
criança e seu processo educativo, incluindo temas como aprendizagem, desenvolvimento,&lt;br /&gt;
ensino e outros. Em meados do século, essa preocupação torna-se mais sistemática e&lt;br /&gt;
freqüente e, nos anos finais desse mesmo século, é possível perceber a incorporação de&lt;br /&gt;
conteúdos que mais tarde viriam a ser considerados como objetos próprios da psicologia&lt;br /&gt;
educacional, com particular interesse por temas anteriormente estudados, como&lt;br /&gt;
aprendizagem e desenvolvimento, mas também por outros que já seriam considerados&lt;br /&gt;
expressões da psicologia do século XX, como a inteligência, por exemplo. Deve-se&lt;br /&gt;
destacar, no âmbito oficial, a Reforma Benjamin Constant, de 1890, que transformou a&lt;br /&gt;
disciplina filosofia em psicologia e lógica, que, por desdobramento, gerou mais tarde a&lt;br /&gt;
disciplina pedagogia e psicologia para o ensino normal. Data dessa época a introdução,&lt;br /&gt;
ainda que assistemática e pontual, do ideário escolanovista, que só mais tarde viria a se&lt;br /&gt;
tornar hegemônico no pensamento pedagógico e teria na psicologia seu principal&lt;br /&gt;
fundamento cientifico.&lt;br /&gt;
Os anos finais do século XIX e os primeiros anos do século seguinte trazem&lt;br /&gt;
mudanças profundas na sociedade brasileira: fortalecimento do pensamento liberal; busca&lt;br /&gt;
da “modernidade”; luta contra a hegemonia do modelo agrário-exportador, em direção ao&lt;br /&gt;
processo de industrialização. Essas novas idéias traziam em seu bojo um novo projeto de&lt;br /&gt;
sociedade, que exigia uma transformação radical da estrutura e da superestrutura social,&lt;br /&gt;
para o qual seria necessário um novo homem, cabendo à educação responsabilizar-se por&lt;br /&gt;
sua formação.&lt;br /&gt;
Nesse contexto, o debate sobre a educação tomou vulto, com a defesa da difusão da&lt;br /&gt;
escolaridade para a massa da população e uma maior sistematização das idéias&lt;br /&gt;
pedagógicas, com crescente influência dos princípios da Escola Nova. Assim, as escolas&lt;br /&gt;
normais passaram a ser o principal centro de propagação das novas idéias, baseadas nos&lt;br /&gt;
princípios escolanovistas, com vistas à formação dos novos professores, encarregando-se&lt;br /&gt;
do ensino, da produção de obras e do início de uma preocupação com a produção de&lt;br /&gt;
conhecimentos por meio dos então inaugurados laboratórios de psicologia, fatores estes que&lt;br /&gt;
deram as bases e que foram potencializados com as reformas estaduais de ensino&lt;br /&gt;
promovidas nos anos 1920.&lt;br /&gt;
Foi nesse quadro que ocorreu, paulatinamente, a conquista de autonomia da&lt;br /&gt;
psicologia como área especifica de conhecimento no Brasil, deixando de ser produzida no&lt;br /&gt;
interior de outras áreas do saber, sendo reconhecida como ciência autônoma e dando as&lt;br /&gt;
condições para que, por essa via, penetrassem os conhecimentos da psicologia que vinham&lt;br /&gt;
sendo produzidos na Europa e nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;
Assim, percebe-se uma interdependência entre psicologia e educação, sobretudo&lt;br /&gt;
pela via da pedagogia, a partir da articulação entre saberes teóricos e prática pedagógica.&lt;br /&gt;
Pode-se afirmar que o processo pelo qual a psicologia conquistou sua autonomia como área&lt;br /&gt;
de saber e o incremento do debate educacional e pedagógico nas primeiras décadas do&lt;br /&gt;
século XX estão intimamente relacionados, de tal maneira que é possível afirmar que&lt;br /&gt;
psicologia e educação são, historicamente, no Brasil, mutuamente constituintes uma da&lt;br /&gt;
outra. Esse momento foi responsável pela consolidação da articulação entre psicologia e&lt;br /&gt;
educação, dando as bases para a penetração e a consolidação daquilo que nos Estados&lt;br /&gt;
Unidos e Europa já se desenvolvia sob a denominação de psicologia educacional.&lt;br /&gt;
O período seguinte, pós 1930, caracteriza-se pela consolidação da psicologia no&lt;br /&gt;
Brasil e tem como base a estreita relação estabelecida entre essa área e a educação. Os&lt;br /&gt;
campos de atuação da psicologia que se desenvolveram a partir dessa época, tornando-se&lt;br /&gt;
campos tradicionais da profissão, como a atuação clínica e a intervenção sobre a&lt;br /&gt;
organização do trabalho, tiveram suas raízes na educação, respectivamente pela criação dos&lt;br /&gt;
Serviços de Orientação Infantil nas Diretorias de Educação do Rio de Janeiro e de São&lt;br /&gt;
Paulo e da Clínica do Instituto Sedes Sapientiae, com a finalidade de atender crianças com&lt;br /&gt;
dificuldades escolares, e pela Orientação Profissional, dentre outras ações educacionais, no&lt;br /&gt;
campo do trabalho.&lt;br /&gt;
Ao mesmo tempo, o ensino formal de psicologia em cursos superiores tinha estreita&lt;br /&gt;
articulação com a educação, pois as cátedras de psicologia estavam vinculadas&lt;br /&gt;
primordialmente aos cursos de filosofia e de pedagogia, nestes últimos sob a denominação&lt;br /&gt;
de psicologia educacional.&lt;br /&gt;
Muitos foram os trabalhos realizados pela psicologia no âmbito da educação, dentre&lt;br /&gt;
os quais: Serviço de Psicologia Aplicada do Instituto Pedagógico da Diretoria de Ensino de&lt;br /&gt;
São Paulo; Sociedade Pestalozzi de Minas Gerais e, posteriormente, Sociedade Pestalozzi&lt;br /&gt;
do Brasil; “Escola para Anormais” em Recife; atividades realizadas no INEP,&lt;br /&gt;
particularmente com a utilização de testes psicológicos; a criação das Clínicas de&lt;br /&gt;
Orientação Infantil; o trabalho desenvolvido por Helena Antipoff na Escola de&lt;br /&gt;
Aperfeiçoamento de Professores e na Fazenda do Rosário; Instituto de Seleção e Orientação&lt;br /&gt;
Profissional – ISOP-FGV; além dos trabalhos desenvolvidos por Ana Maria Poppovic com&lt;br /&gt;
“crianças abandonadas” no Abrigo Social de Menores da Secretaria de Bem-Estar Social do&lt;br /&gt;
Município de São Paulo; a fundação do Instituto de Psicologia da PUCSP, oferecendo&lt;br /&gt;
serviços de medidas escolares, pedagogia terapêutica e orientação psicopedagógica; além&lt;br /&gt;
das muitas instituições estritamente educacionais que desenvolviam trabalhos relacionados&lt;br /&gt;
à Psicologia.&lt;br /&gt;
Pode-se dizer que a Educação continuou sendo a base para o desenvolvimento da&lt;br /&gt;
psicologia, assim como esta permaneceu como principal fundamento para a educação,&lt;br /&gt;
particularmente no âmbito pedagógico, como sustentação teórica da Didática e da&lt;br /&gt;
Metodologia de Ensino, bases para a formação de professores. Essa tendência se expressa&lt;br /&gt;
em experiências realizadas pela Escola Experimental da Lapa e pelos Ginásios Vocacionais&lt;br /&gt;
em São Paulo, dentre outras inúmeras experiências, realizadas em todo o país.&lt;br /&gt;
Concomitantemente, o ensino nas Escolas Normais e nos Cursos de Pedagogia&lt;br /&gt;
continuavam dando à Psicologia espaço privilegiado em seus currículos.&lt;br /&gt;
O desenvolvimento da pesquisa também ganha impulso, tendo como referência&lt;br /&gt;
algumas instituições, como o Instituto de Educação do Rio de Janeiro; Escola de&lt;br /&gt;
Aperfeiçoamento de Professores de Belo Horizonte; Instituto de Seleção e Orientação&lt;br /&gt;
Profissional de Recife; Laboratório de Psicologia Educacional do Instituto de Educação&lt;br /&gt;
(evolução do Instituto Pedagógico de São Paulo); Núcleo de Pesquisas Educacionais da&lt;br /&gt;
Municipalidade do Rio de Janeiro; Instituto Nacional de Surdos-mudos e o Centro&lt;br /&gt;
Brasileiro de Pesquisas Educacionais – CBPE – e seus correlatos, os Centros Regionais de&lt;br /&gt;
Pesquisas Educacionais – CRPE; além da produção de escolas normais e universidades.&lt;br /&gt;
Nesse contexto, começam a se diferenciar, ainda que de forma não sistemática e&lt;br /&gt;
formal, a psicologia educacional, como conjunto de saberes que pretende explicar e&lt;br /&gt;
subsidiar a prática pedagógica, sendo, portanto, de domínio necessário para todos os&lt;br /&gt;
educadores, e a psicologia escolar, como campo de atuação de profissionais da psicologia&lt;br /&gt;
que atuariam no âmbito da escola, desempenhando uma função especifica, calcada na&lt;br /&gt;
psicologia e que se caracterizou inicialmente por adotar o modelo clínico de intervenção.&lt;br /&gt;
Embora contradições possam ser apontadas, revelando produções teóricas e práticas&lt;br /&gt;
afinadas com a construção de uma escola comprometida com a aprendizagem e o&lt;br /&gt;
desenvolvimento de seus alunos, particularmente aqueles oriundos das camadas populares,&lt;br /&gt;
o papel que a psicologia desempenhou na educação tornou-se objeto de crítica. A utilização&lt;br /&gt;
e a interpretação indiscriminadas e aligeiradas de teorias e técnicas psicológicas, como os&lt;br /&gt;
testes (principalmente os de nível mental e de prontidão); a responsabilização da criança e&lt;br /&gt;
de sua família, em nome de problemas ditos de “ordem emocional”, para justificar o&lt;br /&gt;
desempenho do aluno na escola e a redução dos processos pedagógicos aos fatores de&lt;br /&gt;
natureza psicológica colaboraram para interpretações e práticas pedagógicas no mínimo&lt;br /&gt;
equivocadas, desprezando o processo educativo como totalidade multideterminada,&lt;br /&gt;
relegando a segundo plano, ou omitindo, fatores de natureza histórica, social, cultural,&lt;br /&gt;
política, econômica e, sobretudo, pedagógica na determinação do processo educativo.&lt;br /&gt;
Esse processo culmina, em 1962, com a regulamentação da profissão de psicólogo e&lt;br /&gt;
o estabelecimento de cursos específicos para sua formação. As ações desenvolvidas no&lt;br /&gt;
período anterior deram as bases para os campos tradicionais de atuação da psicologia:&lt;br /&gt;
educação, clínica e trabalho.&lt;br /&gt;
Um fato interessante a ser mencionado é que, justamente com a regulamentação da&lt;br /&gt;
profissão, o campo da educação, antes base principal para o desenvolvimento da psicologia&lt;br /&gt;
no Brasil, torna-se secundário na preocupação dos profissionais da área. Isso se revela não&lt;br /&gt;
apenas no âmbito curricular, mas, sobretudo, na preferência de alunos e profissionais pelos&lt;br /&gt;
campos da clínica e da organização do trabalho. Esse é também um dos fatores explicativos&lt;br /&gt;
para a adoção de uma modalidade clínico-terapêutica na ação da psicologia escolar, tendo&lt;br /&gt;
como base o modelo médico, questão que será discutida adiante.&lt;br /&gt;
Entretanto, as relações entre educação e psicologia vão se diferenciando, como já&lt;br /&gt;
foi dito, com a área da psicologia educacional, foco de interesse tanto de pedagogos como&lt;br /&gt;
de psicólogos, e o campo da psicologia escolar, como atributo específico do profissional da&lt;br /&gt;
psicologia que atua no espaço escolar. O conhecimento psicológico estava incorporado à&lt;br /&gt;
Pedagogia e à prática dos educadores e a atuação do psicólogo escolar adotava um modelo&lt;br /&gt;
cada vez mais clínico-terapêutico, agindo fora da sala de aula, focando sua atenção na&lt;br /&gt;
dimensão individual do educando e em seus “problemas”, atendendo, sobretudo, demandas&lt;br /&gt;
específicas da escola, que encaminhava as crianças que tinham, a seu ver, “problemas de&lt;br /&gt;
aprendizagem” ou outras manifestações consideradas como “distúrbios” inerentes ao&lt;br /&gt;
próprio educando.&lt;br /&gt;
Pode-se falar que esse período herdou do período anterior o que pode ser&lt;br /&gt;
interpretado como hipertrofia da psicologia na educação, numa tendência reducionista, que&lt;br /&gt;
passou, na década de 1970, a ser criticada tanto por pedagogos como por psicólogos.&lt;br /&gt;
Criticava-se a utilização dos testes e a interpretação de seus resultados, que atribuía ao&lt;br /&gt;
aluno a determinação de seus “problemas”, desconsiderando as condições pedagógicas; o&lt;br /&gt;
encaminhamento de alunos com deficiência que, sob a justificativa de lhes proporcionar&lt;br /&gt;
uma “educação especial”, relegava-os a condições aligeiradas de ensino e sem solução de&lt;br /&gt;
continuidade, reforçando estigmas e preconceitos e produzindo social e pedagogicamente a&lt;br /&gt;
deficiência mental; as interpretações e ações supostamente fundamentadas na psicologia,&lt;br /&gt;
por educadores e psicólogos, calcadas em fatores como: atraso no desenvolvimento,&lt;br /&gt;
distúrbios de atenção, motores ou emocionais (estes em geral relacionados estritamente às&lt;br /&gt;
condições intrínsecas da criança ou da família). Uma das conseqüências apontadas por&lt;br /&gt;
essas críticas era a desconsideração dos determinantes de natureza social, cultural,&lt;br /&gt;
econômica e, sobretudo, pedagógica; daí falar-se em reducionismo.&lt;br /&gt;
Alguns psicólogos escolares e pesquisadores da área começaram, nessa época, a&lt;br /&gt;
elaborar uma crítica radical à Psicologia Escolar e Educacional, com base em argumentos&lt;br /&gt;
semelhantes aos apontados por pedagogos e educadores em geral. De um lado, criticava-se&lt;br /&gt;
a já apontada hipertrofia da psicologia na educação e o reducionismo dos fatores&lt;br /&gt;
educacionais e pedagógicos às interpretações psicologizantes. Por outro lado, enfocando&lt;br /&gt;
mais especificamente a prática da psicologia escolar e aprofundando a crítica a seu modo de&lt;br /&gt;
ação, avançavam para a demonstração de que o enquadramento clínico-terapêutico&lt;br /&gt;
baseava-se num modelo médico, estranho às determinações pedagógicas, que tendia a&lt;br /&gt;
patologizar e individualizar o processo educativo, distanciando-se da compreensão efetiva&lt;br /&gt;
dos determinantes desse processo e desconsiderando ações então denominadas preventivas,&lt;br /&gt;
que deveriam voltar-se para as condições mais propriamente pedagógicas, de forma a atuar&lt;br /&gt;
mais coletivamente, com base naquilo que hoje seria denominado de interdisciplinaridade,&lt;br /&gt;
com os demais profissionais da educação e da escola. Alguns dos focos possíveis de&lt;br /&gt;
atuação eram apontados, naquela época, em direção à formação de professores, à&lt;br /&gt;
intervenção no âmbito das relações escola-família-comunidade, ao processo grupal&lt;br /&gt;
estabelecido na instituição escolar, dentre outros. Particular preocupação entre psicólogos&lt;br /&gt;
escolares incidia sobre os índices de reprovação na então 1ª. série do 1º. Grau, que&lt;br /&gt;
mostravam que mais da metade dos alunos ficava retida nessa série, muitas vezes na&lt;br /&gt;
condição de alunos multi-repetentes, culminando com o abandono da escola, processo este&lt;br /&gt;
que atingia fundamentalmente alunos oriundos das classes populares. Esse fato levou&lt;br /&gt;
muitos profissionais da psicologia a se interessar pela alfabetização em especial e, de&lt;br /&gt;
maneira mais ampla, pela articulação mais estreita entre os conhecimentos produzidos pela&lt;br /&gt;
psicologia e aqueles produzidos por outras áreas de saber, principalmente a sociologia da&lt;br /&gt;
educação, uma vez que a questão relativa à relação entre desempenho escolar e condições&lt;br /&gt;
sócio-econômicas ganhava espaço nos debates educacionais.&lt;br /&gt;
Entretanto, poucos trabalhos conseguiram efetivar esse modelo de atuação,&lt;br /&gt;
comprometido com o processo pedagógico, em decorrência principalmente da expectativa&lt;br /&gt;
da escola, cristalizada na modalidade clínica de psicologia, pautada no encaminhamento do&lt;br /&gt;
aluno para que ele fosse “curado” fora do espaço da sala de aula e depois devolvido “sem&lt;br /&gt;
problemas”, tirando da escola a responsabilidade da ação sobre a educação da criança.&lt;br /&gt;
Foram, porém, esses poucos trabalhos, muitas vezes pautados na desconstrução dessas&lt;br /&gt;
expectativas da escola, que deram as bases para a superação daquela psicologia escolar&lt;br /&gt;
clínico-terapêutica, na direção de uma psicologia que pode ser denominada efetivamente&lt;br /&gt;
como escolar, delimitando seu campo de atuação e criando uma modalidade de trabalho&lt;br /&gt;
efetivamente comprometida com o cotidiano da escola em sua função essencialmente&lt;br /&gt;
pedagógica.&lt;br /&gt;
Nesse sentido, a superação dessa situação exigia não somente a crítica à hipertrofia&lt;br /&gt;
da psicologia na educação, ao reducionismo, às interpretações aligeiradas e banalizadas, às&lt;br /&gt;
ações fundadas num modelo estranho à educação, como o modelo médico, e à&lt;br /&gt;
culpabilização da criança e de sua família, mas também a restituição de seu núcleo de bom&lt;br /&gt;
senso. Fazia-se necessário devolver à psicologia seu lugar no processo pedagógico.&lt;br /&gt;
É necessário, pois, que se considere que o processo educativo ocorre no âmbito do&lt;br /&gt;
sujeito; assim, a dimensão psicológica não pode ser negada, mas incorporada na apreensão&lt;br /&gt;
do fenômeno em sua totalidade, condição fundamental para a produção de conhecimento&lt;br /&gt;
nesse campo, responsabilidade da psicologia educacional. Esta, por sua vez, deve&lt;br /&gt;
fundamentar, naquilo que lhe cabe, a compreensão do fenômeno educativo e dar base para&lt;br /&gt;
o estabelecimento de processos efetivos de intervenção, que poderiam constituir-se na&lt;br /&gt;
matriz de atuação do psicólogo escolar.&lt;br /&gt;
Dessas considerações parte-se agora para um ensaio que visa discutir possibilidades&lt;br /&gt;
e limites para a construção de uma Psicologia Escolar e Educacional, sob o foco de seus&lt;br /&gt;
compromissos e perspectivas.&lt;br /&gt;
Compromissos e Perspectivas para a Psicologia Escolar e Educacional&lt;br /&gt;
É condição para a discussão de compromissos, assim como das perspectivas que se&lt;br /&gt;
colocam a partir deles, a explicitação do lugar a partir do qual se fala. Compromisso&lt;br /&gt;
implica três instâncias: aquele que se compromete (neste caso, referimo-nos à Psicologia&lt;br /&gt;
Escolar e Educacional), aquele com quem se compromete (as classes populares) e aquilo&lt;br /&gt;
com que se compromete (a construção de uma educação democrática). Trata-se, portanto,&lt;br /&gt;
de discutir o compromisso da Psicologia Escolar e Educacional com a educação das classes&lt;br /&gt;
populares, o que torna necessário expor a concepção de educação que dá base à posição&lt;br /&gt;
aqui defendida.&lt;br /&gt;
A educação que aqui se afirma é uma educação rigorosa e amplamente&lt;br /&gt;
democrática, que deve ser acessível a todos e que não transige na defesa desse princípio. É&lt;br /&gt;
concebida como instância social responsável pela tarefa de socialização dos conhecimentos&lt;br /&gt;
produzidos pela humanidade ao longo de sua história, criando condições para que todos&lt;br /&gt;
possam ascender do senso-comum aos saberes fundamentados, articulados e sintéticos&lt;br /&gt;
sobre o mundo. Educação democrática significa, portanto, democratização de saberes;&lt;br /&gt;
saberes estes que foram historicamente privilégios – na produção e no acesso – das classes&lt;br /&gt;
dominantes. Para que ela se realize em cada sujeito, é necessário garantir o domínio de&lt;br /&gt;
recursos necessários para a apreensão do conhecimento, como o domínio da leitura e da&lt;br /&gt;
escrita, da matemática e de outros recursos próprios da contemporaneidade, como&lt;br /&gt;
informática e línguas estrangeiras. Isso, entretanto, constitui-se tão somente o ponto de&lt;br /&gt;
partida, pois são apenas os meios necessários para a aquisição de outros conhecimentos,&lt;br /&gt;
que devem ser considerados em todas as suas expressões, da filosofia à ciência e às artes,&lt;br /&gt;
em permanente diálogo com a cultura própria da criança, que deve ser respeitada e&lt;br /&gt;
considerada no processo de ensino-aprendizagem. Disso decorre uma concepção de prática&lt;br /&gt;
pedagógica centrada nos processos de ensino e aprendizagem, cuja finalidade é propiciar o&lt;br /&gt;
desenvolvimento pleno do educando, em todos os aspectos que o constitui como sujeito&lt;br /&gt;
singular e, ao mesmo tempo, pertencente ao gênero humano.&lt;br /&gt;
Essa concepção de educação remete ao compromisso com a concretização de&lt;br /&gt;
políticas públicas de educação radicalmente comprometidas com os interesses das classes&lt;br /&gt;
populares. Isso significa garantir pleno acesso e condições de permanência de todos os&lt;br /&gt;
educandos na escola, independentemente de suas condições, cabendo à escola transformarse&lt;br /&gt;
para possibilitar-lhes condições efetivas de escolarização; essa questão traduz o princípio&lt;br /&gt;
de educação inclusiva, que incorpora não só a educação de alunos com deficiência, mas&lt;br /&gt;
todos aqueles que, por diversos motivos, são alijados da escola e de seus bens. Para isso,&lt;br /&gt;
faz-se necessário que se construam currículos articulados às finalidades acima expostas,&lt;br /&gt;
superando os conhecidos “currículos mínimos”, geralmente entendidos como paliativos ou&lt;br /&gt;
educação de segunda categoria para pessoas socialmente consideradas também como tal,&lt;br /&gt;
com especial atenção aos processos avaliativos, um dos meios mais efetivos para a&lt;br /&gt;
materialização da exclusão de crianças das classes populares ao direito de uma educação de&lt;br /&gt;
boa qualidade. Esse processo depende também da gestão democrática da escola e,&lt;br /&gt;
sobretudo, no investimento maciço na formação dos educadores.&lt;br /&gt;
Cabe, portanto, discutir as possibilidades e limites da Psicologia Escolar e&lt;br /&gt;
Educacional na construção de políticas públicas de educação comprometidas socialmente&lt;br /&gt;
com as classes populares; eis aqui a questão relativa às perspectivas colocadas para essa&lt;br /&gt;
área de conhecimento e campo de atuação.&lt;br /&gt;
Disso resulta a afirmação de alguns princípios que podem ser expressos a partir das&lt;br /&gt;
assertivas que seguem.&lt;br /&gt;
A educação é constituída por múltiplos determinantes, dentre os quais os fatores de&lt;br /&gt;
ordem psicológica; portanto, a psicologia tem contribuição para a Educação.&lt;br /&gt;
Que seja uma psicologia capaz de compreender o processo ensino-aprendizagem e&lt;br /&gt;
sua articulação com o desenvolvimento, fundamentada na concreticidade humana&lt;br /&gt;
(determinações sócio-históricas), compreendida a partir das categorias totalidade,&lt;br /&gt;
contradição, mediação e superação. Deve fornecer categorias teóricas e conceitos que&lt;br /&gt;
permitam a compreensão dos processos psicológicos que constituem o sujeito do processo&lt;br /&gt;
educativo e são necessários para a efetivação da ação pedagógica.&lt;br /&gt;
A psicologia deve assumir seu lugar como um dos fundamentos da educação e da&lt;br /&gt;
prática pedagógica, contribuindo para a compreensão dos fatores presentes no processo&lt;br /&gt;
educativo a partir de mediações teóricas “fortes”, com garantia de estabelecimento de&lt;br /&gt;
relação indissolúvel entre teoria e prática pedagógica cotidiana.&lt;br /&gt;
Esta psicologia deve propiciar a compreensão do educando a partir da perspectiva&lt;br /&gt;
de classe e em suas condições concretas de vida, condição necessária para se construir uma&lt;br /&gt;
prática pedagógica realmente inclusiva e transformadora. A psicologia como um dos&lt;br /&gt;
fundamentos do processo formativo do educador deve propiciar o reconhecimento do&lt;br /&gt;
educador/professor como sujeito do processo educativo, traduzindo-se na necessidade de&lt;br /&gt;
mudanças profundas das políticas de formação inicial e continuada desse protagonista&lt;br /&gt;
fundamental da educação.&lt;br /&gt;
Por sua vez, a ação do psicólogo escolar deve pautar-se no domínio do referencial&lt;br /&gt;
teórico da psicologia necessário à educação, mediatizado necessariamente por&lt;br /&gt;
conhecimentos que são próprios do campo educativo e das áreas de conhecimento&lt;br /&gt;
correlatas. O próprio referencial teórico que aqui defendemos implica o trânsito por outros&lt;br /&gt;
saberes (totalidade). Daí, a necessidade de superação das práticas tradicionais do psicólogo&lt;br /&gt;
escolar, muitas vezes pautadas ainda numa perspectiva, nem sempre consciente ou&lt;br /&gt;
assumida, de ação clínico-terapêutica.&lt;br /&gt;
Em outras palavras, afirmamos uma psicologia escolar comprometida radicalmente&lt;br /&gt;
com a educação das classes populares, que supere o modelo clínico-terapêutico disfarçado e&lt;br /&gt;
dissimulado ainda presente na representação que o psicólogo tem de sua própria ação,&lt;br /&gt;
entendendo que a representação e, consequentemente, as expectativas que os demais&lt;br /&gt;
profissionais da educação têm da psicologia só serão superadas pela própria prática do&lt;br /&gt;
psicólogo escolar.&lt;br /&gt;
Mudanças efetivas só ocorrerão a partir do envolvimento do psicólogo com as&lt;br /&gt;
questões concretas da educação e da prática pedagógica; é necessário superar o preconceito&lt;br /&gt;
de não querer tornar-se “pedagogo”. O psicólogo não é pedagogo, mas se quiser trabalhar&lt;br /&gt;
com educação terá que mergulhar nessa realidade como alguém que faz parte dela,&lt;br /&gt;
reconhecendo-se como portador de um conhecimento que pode e deve ser socializado com&lt;br /&gt;
os demais educadores, tanto no trabalho interdisciplinar, como na formação de educadores,&lt;br /&gt;
sobretudo professores; que detém um saber que pode contribuir com os processos sócioinstitucionais&lt;br /&gt;
da escola; tem um conhecimento específico que pode e deve reconhecer o que&lt;br /&gt;
é próprio de sua formação profissional, e, ouso afirmar, algumas vezes inclusive de caráter&lt;br /&gt;
clínico-terapêutico, voltado para casos individuais; possui ou pode desenvolver&lt;br /&gt;
conhecimentos importantes para a gestão de sistemas e redes de ensino, sobretudo no&lt;br /&gt;
âmbito de diagnósticos educacionais (avaliação institucional, docente, discente etc.) e na&lt;br /&gt;
intervenção sobre tais resultados.&lt;br /&gt;
Considerações Finais&lt;br /&gt;
As questões aqui expostas constituem-se em elaborações também situadas num&lt;br /&gt;
dado momento histórico e numa dada perspectiva teórica e consequentemente política, que&lt;br /&gt;
reflete concepções de homem, sociedade, educação, psicologia e, sobretudo, de Psicologia&lt;br /&gt;
Escolar e Educacional circunscritas. Isso significa que esta é uma dentre muitas posições&lt;br /&gt;
acerca dessa área de conhecimento e campo de práticas. É, portanto, importante que se&lt;br /&gt;
estabeleça um amplo diálogo entre posições e perspectivas, que permitam o avanço dessa&lt;br /&gt;
área de saber e o aperfeiçoamento das práticas a ela correlatas.&lt;br /&gt;
Entretanto, há dois aspectos que devem ser considerados nessa discussão e que se&lt;br /&gt;
remetem a aspectos cujas qualidades são muito distintas, mas que devem fazer-se&lt;br /&gt;
invariavelmente presentes.&lt;br /&gt;
A primeira questão diz respeito à possibilidade de inserção do psicólogo escolar em&lt;br /&gt;
seu campo. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional proíbe deduzir dos 25% dos&lt;br /&gt;
orçamentos públicos os salários de profissionais responsáveis por “atendimento médico,&lt;br /&gt;
odontológico, psicológico e fonoaudiológico”. Isso parece impedir, numa primeira leitura, a&lt;br /&gt;
presença do psicólogo nesse campo sobre o qual incide toda nossa discussão. É preciso, no&lt;br /&gt;
entanto, que se analise mais profundamente o texto da lei e os significados a ele&lt;br /&gt;
subjacentes, cotejando-os com as questões aqui abordadas.&lt;br /&gt;
É compreensível e aceitável essa prescrição legal, pois, pela maneira como está&lt;br /&gt;
colocado o serviço psicológico, deduz-se que a concepção que lhe dá base carrega a noção&lt;br /&gt;
de atendimento clínico-terapêutico, de incidência individual e apartada das questões&lt;br /&gt;
propriamente escolares. De um lado, a palavra utilizada é “atendimento”, termo este já&lt;br /&gt;
tradicionalmente relacionado a um modelo médico; por outro lado, e corroborando essa&lt;br /&gt;
interpretação, o “psicológico” é acompanhado de “médico”, “odontológico” e, na esteira da&lt;br /&gt;
própria concepção de psicologia aí expressa, de “fonoaudiológico”. Dada nossa concepção&lt;br /&gt;
de Psicologia Escolar e Educacional, pode-se dizer que a psicologia a que a lei se refere não&lt;br /&gt;
é esta que defendemos.&lt;br /&gt;
Essa análise demonstra que se essa atuação da psicologia não é reconhecida pela&lt;br /&gt;
LDB como ação própria da educação, do que não discordamos, há por outro lado, uma&lt;br /&gt;
atuação que pode ser considerada como de caráter eminentemente educacional e que tem&lt;br /&gt;
sua prática pautada na instituição escolar e nas demandas a ela inerentes. Com base nessa&lt;br /&gt;
consideração, impõe-se uma discussão a respeito dessa questão, que deve subsidiar o&lt;br /&gt;
esclarecimento aos órgãos direta e indiretamente relacionados a essa prescrição legal, além&lt;br /&gt;
de um encaminhamento mais direto, com vistas à defesa da inserção de uma determinada&lt;br /&gt;
prática que pode contribuir com a melhoria da educação brasileira, não como reivindicação&lt;br /&gt;
motivada por interesses corporativistas, mas como concretização de uma luta cujo motivo&lt;br /&gt;
primeiro é seu compromisso radical com a educação das classes populares.&lt;br /&gt;
A derradeira questão é de natureza ética e, sob um determinado foco, pode ser&lt;br /&gt;
exemplificada pelo problema acima discutido. Devemos invariavelmente pautar toda e&lt;br /&gt;
qualquer discussão sobre a Psicologia em geral e sobre a Psicologia Escolar e Educacional&lt;br /&gt;
em especial sobre a questão ética, entendendo-a não como prescrição de normas, nem como&lt;br /&gt;
tema da moda, mas como ética social, que se questiona e que se pergunta constantemente&lt;br /&gt;
sobre o que fazemos, para quem, com que finalidade e a que interesses servimos.&lt;br /&gt;
Este é o ponto a partir do qual se deve retornar ao início dessa discussão. A história&lt;br /&gt;
demonstra pactos entre psicologia, educação e sociedade que penderam parainteresses&lt;br /&gt;
contraditórios e opostos, na maioria das vezes em contraposição aos direitos das classes&lt;br /&gt;
populares. Da compreensão desse processo, podemos nos lançar de maneira mais efetiva à&lt;br /&gt;
construção de uma Psicologia Escolar e Educacional comprometida de fato com uma&lt;br /&gt;
educação democrática, submetida aos interesses dessas classes. Este é, por sua vez, o&lt;br /&gt;
compromisso que define e determina as perspectivas que estão postas para essa área de&lt;br /&gt;
conhecimento e campo de atuação do psicólogo.&lt;br /&gt;
Referências&lt;br /&gt;
Antunes, M. A. M. (2003) A psicologia no Brasil: leitura histórica de sua constituição. São&lt;br /&gt;
Paulo, EDUC e Ed. Unimarco.&lt;br /&gt;
Massimi, M. (1987) As origens da psicologia brasileira em obras do período colonial, in:&lt;br /&gt;
História da Psicologia. São Paulo, EDUC, Série Cadernos PUC-SP, n. 23, pp. 95-117.&lt;br /&gt;
__________. História da psicologia brasileira. São Paulo, EPU, 1990.&lt;br /&gt;
Meira, M. E. M. e Antunes, M. A. M. (2003) Psicologia escolar: teorias críticas. São&lt;br /&gt;
Paulo, Casa do Psicólogo.&lt;br /&gt;
________________________________. (2003) Psicologia escolar: práticas críticas. São&lt;br /&gt;
Paulo, Casa do Psicólogo, 2003.&lt;br /&gt;
Endereço para correspondência&lt;br /&gt;
Rua Monte Alegre, 984&lt;br /&gt;
Perdizes - São Paulo - SP&lt;br /&gt;
CEP: 05014-901&lt;br /&gt;
Fone: (11) 3670-8000&lt;br /&gt;
Email: pedpos@pucsp.br&lt;br /&gt;
Notas&lt;br /&gt;
i Artigo originalmente apresentado no VIII Congresso Nacional de Psicologia Escolar e&lt;br /&gt;
Educacional – CONPE realizado em Minas Gerais, São João del Rei, na Universidade&lt;br /&gt;
Federal de São João del-Rei – UFSJ.&lt;br /&gt;
2Doutora em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
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&lt;title&gt;&lt;/title&gt;
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&lt;/meta&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Times New Roman, serif"&gt;&lt;font size="4" style="font-size: 13pt;"&gt;&lt;b&gt;Psicologia escolar e educacional: história, compromissos e perspectivas.&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="RIGHT" style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Times New Roman, serif"&gt;&lt;font size="3" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;Mitsuko Aparecida Makino Antunes&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="RIGHT" style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align="CENTER" style="margin-bottom: 0cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Times New Roman, serif"&gt;&lt;font size="3" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;ESTUDO DIRIGIDO&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
    &lt;li&gt;
    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;DE QUE TRATA O TEXTO.&lt;/p&gt;
    &lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;
    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;COMO A AUTORA CONCEBE A EDUCAÇÃO&lt;/p&gt;
    &lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;
    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;QUAL A FINALIDADE DA ESCOLA&lt;/p&gt;
    &lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;
    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;COMO A AUTORA DEFINE A PEDAGOGIA&lt;/p&gt;
    &lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;
    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;COMO A AUTORA DEFINE A PSICOLOGIA 	DA EDUCAÇÃO&lt;/p&gt;
    &lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;
    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;COMO A AUTORA DEFINE A PSICOLOGIA 	ESCOLAR&lt;/p&gt;
    &lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;
    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;QUAL É A ORIGEM DA PSICOLOGIA NO 	BRASIL&lt;/p&gt;
    &lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;
    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;QUAIS AS ÁREAS DE CONHECIMENTO 	QUE PARTICIPARAM DA CONSTRUÇÃO DA PSICOLOGIA NO BRASIL&lt;/p&gt;
    &lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;
    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;QUAL O PAPEL DAS ESCOLAS NORMAIS 	NA PROPAGAÇÃO DAS IDÉIAS PSICOLÓGICAS&lt;/p&gt;
    &lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;
    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;POR QUE A AUTORA AFIRMA QUE A 	PSICOLOGIA E A EDUCAÇÃO TÊM UMA RELAÇÃO DE INTERDEPENDÊNCIA&lt;/p&gt;
    &lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;
    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;COMO SE DÁ A DIFERENCIAÇÃO 	ENTRE PSICOLOGIA E EDUCAÇÃO&lt;/p&gt;
    &lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;
    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;POR QUE A AUTORA AFIRMA QUE A 	PSICOLOGIA TORNOU-SE OBJETO DE CRÍTICA NA EDUCAÇÃO&lt;/p&gt;
    &lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;
    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;QUANDO É REGULAMENTADA A 	PROFISSÃO DE PSICÓLOGO NO BRASIL&lt;/p&gt;
    &lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;
    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;QUAL A CRÍTICA QUE A AUTORA FAZ 	AO PAPEL DESEMPENHADO PELOS PSICÓLOGOS EM SEU TRABALHO NA ESCOLA&lt;/p&gt;
    &lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;
    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;QUAIS AS CRÍTICAS FEITAS À 	PSICOLOGIA ESCOLAR E EDUCACIONAL&lt;/p&gt;
    &lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;
    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;COMO SE DÁ A SUPERAÇÃO DA 	HIPERTROFIA DA PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO&lt;/p&gt;
    &lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;
    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;SEGUNDO A AUTORA, QUAIS DEVEM SER 	OS COMPROMISSOS DA PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO.&lt;/p&gt;
    &lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p style="margin-left: 1.27cm; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
 &lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;a target="_blank" href="/p/5433-psicologia-escolar-e-educacional-historia-compromissos-e-perspectivas"&gt;Original&lt;/a&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 21 Oct 2013 08:37:49 -0200</pubDate>
      <link>https://msantos_educacao.catalao.ufg.br/n/52901-psicologia-escolar-e-educacional-historia-compromissos-e-perspectivas</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Psicologia da Educação I - Letras</title>
      <description>&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;
&lt;meta http-equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;
&lt;title&gt;&lt;/title&gt;
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&lt;/meta&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Psicologia escolar e educacional: história, compromissos e perspectivas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                                                                                                                     Mitsuko Aparecida Makino Antunes                                                                                &lt;br /&gt;
 &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
Abordar a história, os compromissos e as perspectivas da Psicologia Escolar e&lt;br /&gt;
Educacional significa tratar de três dimensões fundamentais de seu estatuto como área de&lt;br /&gt;
conhecimento articulada a um campo de prática social. A natureza dessa relação se&lt;br /&gt;
expressa, pelo menos, em duas dimensões: a psicologia educacional como um dos&lt;br /&gt;
fundamentos científicos da educação e da prática pedagógica e a psicologia escolar como&lt;br /&gt;
modalidade de atuação profissional que tem na escola e nas relações que aí se estabelecem&lt;br /&gt;
seu campo de ação. Dada a complexidade e a multiplicidade dessas questões, seu estudo&lt;br /&gt;
comporta um amplo espectro de focos possíveis, tornando necessária uma delimitação que&lt;br /&gt;
implica a opção por alguns caminhos em detrimento de outros, que podem ser abordados&lt;br /&gt;
em outras oportunidades.&lt;br /&gt;
Numa perspectiva mais ampla, poder-se-ia tratar a Psicologia Escolar e Educacional&lt;br /&gt;
por algumas de suas articulações mais antigas. A Grécia Antiga, entre outras civilizações,&lt;br /&gt;
constitui-se numa rica fonte de estudos, por sintetizar, em sua produção filosófica, teoria do&lt;br /&gt;
conhecimento, idéias psicológicas e propostas sistemáticas de educação da juventude e sua&lt;br /&gt;
correspondente ação pedagógica. É possível, nessa perspectiva, estudar Protágoras e os&lt;br /&gt;
sofistas, a escola pitagórica, Sócrates e a maiêutica, Platão e a Academia, Aristóteles e o&lt;br /&gt;
Liceu, entre muitos outros. Por esse mesmo foco é possível estudar o pensamento medieval,&lt;br /&gt;
em que filosofia/teologia, educação/pedagogia e idéias psicológicas permanecem&lt;br /&gt;
intimamente articuladas. A modernidade trará uma complexidade que amplia muito o&lt;br /&gt;
espectro de análise dessas relações, proporcionando um campo quase incomensurável de&lt;br /&gt;
estudos, que estende para a contemporaneidade suas determinações e nela se faz presente.&lt;br /&gt;
Em última análise, pode-se afirmar que a relação entre psicologia e educação, sobretudo em&lt;br /&gt;
suas mediações com as teorias de conhecimento, é algo que acompanha a própria história&lt;br /&gt;
do pensamento humano e constitui-se como complexo e extenso campo de estudo. Esta não&lt;br /&gt;
é a perspectiva que será aqui tratada, mas reiterá-la é necessário para indicar a&lt;br /&gt;
complexidade e a totalidade da qual faz parte o foco sob o qual a Psicologia Escolar e&lt;br /&gt;
Educacional será abordada neste texto, qual seja, a Psicologia Escolar e Educacional no&lt;br /&gt;
Brasil.&lt;br /&gt;
O presente texto compõe-se de uma discussão inicial sobre alguns pressupostos do&lt;br /&gt;
estatuto da Psicologia Escolar e Educacional, uma breve história das relações entre&lt;br /&gt;
psicologia e educação no Brasil e um ensaio sobre os compromissos e as perspectivas&lt;br /&gt;
colocadas para a construção de uma Psicologia Escolar e Educacional comprometida&lt;br /&gt;
socialmente com os interesses da maioria da população.&lt;br /&gt;
Estatuto da Psicologia Escolar e Educacional: alguns pressupostos&lt;br /&gt;
Essa discussão exige, antes de mais nada, a explicitação de alguns conceitos&lt;br /&gt;
presentes nos termos da expressão Psicologia Escolar e Educacional.&lt;br /&gt;
Entendemos educação como prática social humanizadora, intencional, cuja&lt;br /&gt;
finalidade é transmitir a cultura construída historicamente pela humanidade. O homem não&lt;br /&gt;
nasce humanizado, mas torna-se humano por seu pertencimento ao mundo histórico-social&lt;br /&gt;
e pela incorporação desse mundo em si mesmo, processo este para o qual concorre a&lt;br /&gt;
educação. A historicidade e a sociabilidade são constitutivas do ser humano; a educação é,&lt;br /&gt;
nesse processo, determinada e determinante.&lt;br /&gt;
A escola pode ser considerada como uma instituição gerada pelas necessidades&lt;br /&gt;
produzidas por sociedades que, por sua complexidade crescente, demandavam formação&lt;br /&gt;
específica de seus membros. A escola adotou ao longo da história diversas formas, em&lt;br /&gt;
função das necessidades a que teria que responder; tendo sido, em geral, destinada a uma&lt;br /&gt;
parcela privilegiada da população, a quem caberia desempenhar funções específicas,&lt;br /&gt;
articuladas aos interesses dominantes de uma dada sociedade. Essa realidade deve ser, no&lt;br /&gt;
entanto, compreendida também a partir de suas contradições, sobretudo a concepção de&lt;br /&gt;
escola como instância que se coloca hoje como uma das condições fundamentais para a&lt;br /&gt;
democratização e o estabelecimento da plena cidadania a todos, e que, embora não seja o&lt;br /&gt;
único, é certamente um dos fatores necessários e contingentes para a construção de uma&lt;br /&gt;
sociedade igualitária e justa. Sob essa perspectiva, a escola, tal como nós a concebemos,&lt;br /&gt;
tem como finalidade promover a universalização do acesso aos bens culturais produzidos&lt;br /&gt;
pela humanidade, criando condições para a aprendizagem e para o desenvolvimento de&lt;br /&gt;
todos os membros da sociedade.&lt;br /&gt;
A pedagogia pode ser entendida como fundamentação, sistematização e organização&lt;br /&gt;
da prática educativa. A preocupação pedagógica atravessa a história, sustentando-se em&lt;br /&gt;
diferentes concepções filosóficas, constituindo-se sob diversas bases teóricas e&lt;br /&gt;
estabelecendo várias proposições para a ação educativa. Com o desenvolvimento das&lt;br /&gt;
ciências a partir da modernidade, o conhecimento científico tornou-se sua principal base de&lt;br /&gt;
sustentação.&lt;br /&gt;
A Psicologia Educacional1 pode ser considerada como uma sub-área da psicologia,&lt;br /&gt;
o que pressupõe esta última como área de conhecimento. Entende-se área de conhecimento&lt;br /&gt;
como corpus sistemático e organizado de saberes produzidos de acordo com procedimentos&lt;br /&gt;
definidos, referentes a determinados fenômenos ou conjunto de fenômenos constituintes da&lt;br /&gt;
realidade, fundamentado em concepções ontológicas, epistemológicas, metodológicas e&lt;br /&gt;
éticas determinadas. Faz-se necessário, porém, considerar a diversidade de concepções,&lt;br /&gt;
abordagens e sistemas teóricos que constituem as várias produções de conhecimento,&lt;br /&gt;
particularmente no âmbito das ciências humanas, das quais a psicologia faz parte. Assim, a&lt;br /&gt;
psicologia da educação pode ser entendida como sub-área de conhecimento, que tem como&lt;br /&gt;
vocação a produção de saberes relativos ao fenômeno psicológico constituinte do processo&lt;br /&gt;
educativo.&lt;br /&gt;
A Psicologia Escolar, diferentemente, define-se pelo âmbito profissional e refere-se&lt;br /&gt;
a um campo de ação determinado, isto é, a escola e as relações que aí se estabelecem;&lt;br /&gt;
1 Muitas expressões são utilizadas, dentre as quais: Psicologia Educacional, Psicologia da Educação,&lt;br /&gt;
Psicologia na Educação e outras. Há implicações teóricas que subjazem à opção por uma ou outra&lt;br /&gt;
denominação, mas que não serão aqui tratadas, dada delimitação do presente texto&lt;br /&gt;
fundamenta sua atuação nos conhecimentos produzidos pela psicologia da educação, por&lt;br /&gt;
outras sub-áreas da psicologia e por outras áreas de conhecimento.&lt;br /&gt;
Deve-se, pois, sublinhar que psicologia educacional e psicologia escolar são&lt;br /&gt;
intrinsecamente relacionadas, mas não são idênticas, nem podem reduzir-se uma à outra,&lt;br /&gt;
guardando cada qual sua autonomia relativa. A primeira é uma área de conhecimento (ou&lt;br /&gt;
sub-área) e tem por finalidade produzir saberes sobre o fenômeno psicológico no processo&lt;br /&gt;
educativo. A outra constitui-se como campo de atuação profissional, realizando&lt;br /&gt;
intervenções no espaço escolar ou a ele relacionado, tendo como foco o fenômeno&lt;br /&gt;
psicológico, fundamentada em saberes produzidos, não só, mas principalmente, pela subárea&lt;br /&gt;
da psicologia, a psicologia da educação.&lt;br /&gt;
Relações entre Psicologia e Educação no Brasil: uma breve história&lt;br /&gt;
A história da Psicologia Escolar e Educacional no Brasil pode ser identificada desde&lt;br /&gt;
os tempos coloniais, quando preocupações com a educação e a pedagogia traziam em seu&lt;br /&gt;
bojo elaborações sobre o fenômeno psicológico. Massimi (1986; 1990), ao estudar obras&lt;br /&gt;
produzidas no período colonial, no âmbito da filosofia, moral, educação e medicina, entre&lt;br /&gt;
outras, identifica temas como: aprendizagem, desenvolvimento, função da família,&lt;br /&gt;
motivação, papel dos jogos, controle e manipulação do comportamento, formação da&lt;br /&gt;
personalidade, educação dos indígenas e da mulher, entre outros temas que, mais tarde,&lt;br /&gt;
tornaram-se objetos de estudo ou campos de ação da psicologia. É importante destacar que&lt;br /&gt;
a maioria desses escritos estava comprometida com os interesses metropolitanos e&lt;br /&gt;
expressava as mazelas de sua dominação na colônia. Entretanto, há contradições, sendo que&lt;br /&gt;
algumas dessas obras assumiram posições que se opunham aos ideais da metrópole, como a&lt;br /&gt;
defesa da educação feminina, entre outras. Além disso, várias obras não apenas trataram de&lt;br /&gt;
temas que viriam a ser próprios da psicologia, mas os trataram de maneira bastante original,&lt;br /&gt;
antecipando formulações que viriam a ser incorporadas pela psicologia do século XX.&lt;br /&gt;
No século XIX, idéias psicológicas articuladas à educação foram também&lt;br /&gt;
produzidas no interior de outras áreas de conhecimento, embora de maneira mais&lt;br /&gt;
institucionalizada. No campo da pedagogia, escolas normais (criadas a partir da década de&lt;br /&gt;
1830) foram espaços de discussão, ainda que incipientes e pouco sistemáticos, sobre a&lt;br /&gt;
criança e seu processo educativo, incluindo temas como aprendizagem, desenvolvimento,&lt;br /&gt;
ensino e outros. Em meados do século, essa preocupação torna-se mais sistemática e&lt;br /&gt;
freqüente e, nos anos finais desse mesmo século, é possível perceber a incorporação de&lt;br /&gt;
conteúdos que mais tarde viriam a ser considerados como objetos próprios da psicologia&lt;br /&gt;
educacional, com particular interesse por temas anteriormente estudados, como&lt;br /&gt;
aprendizagem e desenvolvimento, mas também por outros que já seriam considerados&lt;br /&gt;
expressões da psicologia do século XX, como a inteligência, por exemplo. Deve-se&lt;br /&gt;
destacar, no âmbito oficial, a Reforma Benjamin Constant, de 1890, que transformou a&lt;br /&gt;
disciplina filosofia em psicologia e lógica, que, por desdobramento, gerou mais tarde a&lt;br /&gt;
disciplina pedagogia e psicologia para o ensino normal. Data dessa época a introdução,&lt;br /&gt;
ainda que assistemática e pontual, do ideário escolanovista, que só mais tarde viria a se&lt;br /&gt;
tornar hegemônico no pensamento pedagógico e teria na psicologia seu principal&lt;br /&gt;
fundamento cientifico.&lt;br /&gt;
Os anos finais do século XIX e os primeiros anos do século seguinte trazem&lt;br /&gt;
mudanças profundas na sociedade brasileira: fortalecimento do pensamento liberal; busca&lt;br /&gt;
da “modernidade”; luta contra a hegemonia do modelo agrário-exportador, em direção ao&lt;br /&gt;
processo de industrialização. Essas novas idéias traziam em seu bojo um novo projeto de&lt;br /&gt;
sociedade, que exigia uma transformação radical da estrutura e da superestrutura social,&lt;br /&gt;
para o qual seria necessário um novo homem, cabendo à educação responsabilizar-se por&lt;br /&gt;
sua formação.&lt;br /&gt;
Nesse contexto, o debate sobre a educação tomou vulto, com a defesa da difusão da&lt;br /&gt;
escolaridade para a massa da população e uma maior sistematização das idéias&lt;br /&gt;
pedagógicas, com crescente influência dos princípios da Escola Nova. Assim, as escolas&lt;br /&gt;
normais passaram a ser o principal centro de propagação das novas idéias, baseadas nos&lt;br /&gt;
princípios escolanovistas, com vistas à formação dos novos professores, encarregando-se&lt;br /&gt;
do ensino, da produção de obras e do início de uma preocupação com a produção de&lt;br /&gt;
conhecimentos por meio dos então inaugurados laboratórios de psicologia, fatores estes que&lt;br /&gt;
deram as bases e que foram potencializados com as reformas estaduais de ensino&lt;br /&gt;
promovidas nos anos 1920.&lt;br /&gt;
Foi nesse quadro que ocorreu, paulatinamente, a conquista de autonomia da&lt;br /&gt;
psicologia como área especifica de conhecimento no Brasil, deixando de ser produzida no&lt;br /&gt;
interior de outras áreas do saber, sendo reconhecida como ciência autônoma e dando as&lt;br /&gt;
condições para que, por essa via, penetrassem os conhecimentos da psicologia que vinham&lt;br /&gt;
sendo produzidos na Europa e nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;
Assim, percebe-se uma interdependência entre psicologia e educação, sobretudo&lt;br /&gt;
pela via da pedagogia, a partir da articulação entre saberes teóricos e prática pedagógica.&lt;br /&gt;
Pode-se afirmar que o processo pelo qual a psicologia conquistou sua autonomia como área&lt;br /&gt;
de saber e o incremento do debate educacional e pedagógico nas primeiras décadas do&lt;br /&gt;
século XX estão intimamente relacionados, de tal maneira que é possível afirmar que&lt;br /&gt;
psicologia e educação são, historicamente, no Brasil, mutuamente constituintes uma da&lt;br /&gt;
outra. Esse momento foi responsável pela consolidação da articulação entre psicologia e&lt;br /&gt;
educação, dando as bases para a penetração e a consolidação daquilo que nos Estados&lt;br /&gt;
Unidos e Europa já se desenvolvia sob a denominação de psicologia educacional.&lt;br /&gt;
O período seguinte, pós 1930, caracteriza-se pela consolidação da psicologia no&lt;br /&gt;
Brasil e tem como base a estreita relação estabelecida entre essa área e a educação. Os&lt;br /&gt;
campos de atuação da psicologia que se desenvolveram a partir dessa época, tornando-se&lt;br /&gt;
campos tradicionais da profissão, como a atuação clínica e a intervenção sobre a&lt;br /&gt;
organização do trabalho, tiveram suas raízes na educação, respectivamente pela criação dos&lt;br /&gt;
Serviços de Orientação Infantil nas Diretorias de Educação do Rio de Janeiro e de São&lt;br /&gt;
Paulo e da Clínica do Instituto Sedes Sapientiae, com a finalidade de atender crianças com&lt;br /&gt;
dificuldades escolares, e pela Orientação Profissional, dentre outras ações educacionais, no&lt;br /&gt;
campo do trabalho.&lt;br /&gt;
Ao mesmo tempo, o ensino formal de psicologia em cursos superiores tinha estreita&lt;br /&gt;
articulação com a educação, pois as cátedras de psicologia estavam vinculadas&lt;br /&gt;
primordialmente aos cursos de filosofia e de pedagogia, nestes últimos sob a denominação&lt;br /&gt;
de psicologia educacional.&lt;br /&gt;
Muitos foram os trabalhos realizados pela psicologia no âmbito da educação, dentre&lt;br /&gt;
os quais: Serviço de Psicologia Aplicada do Instituto Pedagógico da Diretoria de Ensino de&lt;br /&gt;
São Paulo; Sociedade Pestalozzi de Minas Gerais e, posteriormente, Sociedade Pestalozzi&lt;br /&gt;
do Brasil; “Escola para Anormais” em Recife; atividades realizadas no INEP,&lt;br /&gt;
particularmente com a utilização de testes psicológicos; a criação das Clínicas de&lt;br /&gt;
Orientação Infantil; o trabalho desenvolvido por Helena Antipoff na Escola de&lt;br /&gt;
Aperfeiçoamento de Professores e na Fazenda do Rosário; Instituto de Seleção e Orientação&lt;br /&gt;
Profissional – ISOP-FGV; além dos trabalhos desenvolvidos por Ana Maria Poppovic com&lt;br /&gt;
“crianças abandonadas” no Abrigo Social de Menores da Secretaria de Bem-Estar Social do&lt;br /&gt;
Município de São Paulo; a fundação do Instituto de Psicologia da PUCSP, oferecendo&lt;br /&gt;
serviços de medidas escolares, pedagogia terapêutica e orientação psicopedagógica; além&lt;br /&gt;
das muitas instituições estritamente educacionais que desenvolviam trabalhos relacionados&lt;br /&gt;
à Psicologia.&lt;br /&gt;
Pode-se dizer que a Educação continuou sendo a base para o desenvolvimento da&lt;br /&gt;
psicologia, assim como esta permaneceu como principal fundamento para a educação,&lt;br /&gt;
particularmente no âmbito pedagógico, como sustentação teórica da Didática e da&lt;br /&gt;
Metodologia de Ensino, bases para a formação de professores. Essa tendência se expressa&lt;br /&gt;
em experiências realizadas pela Escola Experimental da Lapa e pelos Ginásios Vocacionais&lt;br /&gt;
em São Paulo, dentre outras inúmeras experiências, realizadas em todo o país.&lt;br /&gt;
Concomitantemente, o ensino nas Escolas Normais e nos Cursos de Pedagogia&lt;br /&gt;
continuavam dando à Psicologia espaço privilegiado em seus currículos.&lt;br /&gt;
O desenvolvimento da pesquisa também ganha impulso, tendo como referência&lt;br /&gt;
algumas instituições, como o Instituto de Educação do Rio de Janeiro; Escola de&lt;br /&gt;
Aperfeiçoamento de Professores de Belo Horizonte; Instituto de Seleção e Orientação&lt;br /&gt;
Profissional de Recife; Laboratório de Psicologia Educacional do Instituto de Educação&lt;br /&gt;
(evolução do Instituto Pedagógico de São Paulo); Núcleo de Pesquisas Educacionais da&lt;br /&gt;
Municipalidade do Rio de Janeiro; Instituto Nacional de Surdos-mudos e o Centro&lt;br /&gt;
Brasileiro de Pesquisas Educacionais – CBPE – e seus correlatos, os Centros Regionais de&lt;br /&gt;
Pesquisas Educacionais – CRPE; além da produção de escolas normais e universidades.&lt;br /&gt;
Nesse contexto, começam a se diferenciar, ainda que de forma não sistemática e&lt;br /&gt;
formal, a psicologia educacional, como conjunto de saberes que pretende explicar e&lt;br /&gt;
subsidiar a prática pedagógica, sendo, portanto, de domínio necessário para todos os&lt;br /&gt;
educadores, e a psicologia escolar, como campo de atuação de profissionais da psicologia&lt;br /&gt;
que atuariam no âmbito da escola, desempenhando uma função especifica, calcada na&lt;br /&gt;
psicologia e que se caracterizou inicialmente por adotar o modelo clínico de intervenção.&lt;br /&gt;
Embora contradições possam ser apontadas, revelando produções teóricas e práticas&lt;br /&gt;
afinadas com a construção de uma escola comprometida com a aprendizagem e o&lt;br /&gt;
desenvolvimento de seus alunos, particularmente aqueles oriundos das camadas populares,&lt;br /&gt;
o papel que a psicologia desempenhou na educação tornou-se objeto de crítica. A utilização&lt;br /&gt;
e a interpretação indiscriminadas e aligeiradas de teorias e técnicas psicológicas, como os&lt;br /&gt;
testes (principalmente os de nível mental e de prontidão); a responsabilização da criança e&lt;br /&gt;
de sua família, em nome de problemas ditos de “ordem emocional”, para justificar o&lt;br /&gt;
desempenho do aluno na escola e a redução dos processos pedagógicos aos fatores de&lt;br /&gt;
natureza psicológica colaboraram para interpretações e práticas pedagógicas no mínimo&lt;br /&gt;
equivocadas, desprezando o processo educativo como totalidade multideterminada,&lt;br /&gt;
relegando a segundo plano, ou omitindo, fatores de natureza histórica, social, cultural,&lt;br /&gt;
política, econômica e, sobretudo, pedagógica na determinação do processo educativo.&lt;br /&gt;
Esse processo culmina, em 1962, com a regulamentação da profissão de psicólogo e&lt;br /&gt;
o estabelecimento de cursos específicos para sua formação. As ações desenvolvidas no&lt;br /&gt;
período anterior deram as bases para os campos tradicionais de atuação da psicologia:&lt;br /&gt;
educação, clínica e trabalho.&lt;br /&gt;
Um fato interessante a ser mencionado é que, justamente com a regulamentação da&lt;br /&gt;
profissão, o campo da educação, antes base principal para o desenvolvimento da psicologia&lt;br /&gt;
no Brasil, torna-se secundário na preocupação dos profissionais da área. Isso se revela não&lt;br /&gt;
apenas no âmbito curricular, mas, sobretudo, na preferência de alunos e profissionais pelos&lt;br /&gt;
campos da clínica e da organização do trabalho. Esse é também um dos fatores explicativos&lt;br /&gt;
para a adoção de uma modalidade clínico-terapêutica na ação da psicologia escolar, tendo&lt;br /&gt;
como base o modelo médico, questão que será discutida adiante.&lt;br /&gt;
Entretanto, as relações entre educação e psicologia vão se diferenciando, como já&lt;br /&gt;
foi dito, com a área da psicologia educacional, foco de interesse tanto de pedagogos como&lt;br /&gt;
de psicólogos, e o campo da psicologia escolar, como atributo específico do profissional da&lt;br /&gt;
psicologia que atua no espaço escolar. O conhecimento psicológico estava incorporado à&lt;br /&gt;
Pedagogia e à prática dos educadores e a atuação do psicólogo escolar adotava um modelo&lt;br /&gt;
cada vez mais clínico-terapêutico, agindo fora da sala de aula, focando sua atenção na&lt;br /&gt;
dimensão individual do educando e em seus “problemas”, atendendo, sobretudo, demandas&lt;br /&gt;
específicas da escola, que encaminhava as crianças que tinham, a seu ver, “problemas de&lt;br /&gt;
aprendizagem” ou outras manifestações consideradas como “distúrbios” inerentes ao&lt;br /&gt;
próprio educando.&lt;br /&gt;
Pode-se falar que esse período herdou do período anterior o que pode ser&lt;br /&gt;
interpretado como hipertrofia da psicologia na educação, numa tendência reducionista, que&lt;br /&gt;
passou, na década de 1970, a ser criticada tanto por pedagogos como por psicólogos.&lt;br /&gt;
Criticava-se a utilização dos testes e a interpretação de seus resultados, que atribuía ao&lt;br /&gt;
aluno a determinação de seus “problemas”, desconsiderando as condições pedagógicas; o&lt;br /&gt;
encaminhamento de alunos com deficiência que, sob a justificativa de lhes proporcionar&lt;br /&gt;
uma “educação especial”, relegava-os a condições aligeiradas de ensino e sem solução de&lt;br /&gt;
continuidade, reforçando estigmas e preconceitos e produzindo social e pedagogicamente a&lt;br /&gt;
deficiência mental; as interpretações e ações supostamente fundamentadas na psicologia,&lt;br /&gt;
por educadores e psicólogos, calcadas em fatores como: atraso no desenvolvimento,&lt;br /&gt;
distúrbios de atenção, motores ou emocionais (estes em geral relacionados estritamente às&lt;br /&gt;
condições intrínsecas da criança ou da família). Uma das conseqüências apontadas por&lt;br /&gt;
essas críticas era a desconsideração dos determinantes de natureza social, cultural,&lt;br /&gt;
econômica e, sobretudo, pedagógica; daí falar-se em reducionismo.&lt;br /&gt;
Alguns psicólogos escolares e pesquisadores da área começaram, nessa época, a&lt;br /&gt;
elaborar uma crítica radical à Psicologia Escolar e Educacional, com base em argumentos&lt;br /&gt;
semelhantes aos apontados por pedagogos e educadores em geral. De um lado, criticava-se&lt;br /&gt;
a já apontada hipertrofia da psicologia na educação e o reducionismo dos fatores&lt;br /&gt;
educacionais e pedagógicos às interpretações psicologizantes. Por outro lado, enfocando&lt;br /&gt;
mais especificamente a prática da psicologia escolar e aprofundando a crítica a seu modo de&lt;br /&gt;
ação, avançavam para a demonstração de que o enquadramento clínico-terapêutico&lt;br /&gt;
baseava-se num modelo médico, estranho às determinações pedagógicas, que tendia a&lt;br /&gt;
patologizar e individualizar o processo educativo, distanciando-se da compreensão efetiva&lt;br /&gt;
dos determinantes desse processo e desconsiderando ações então denominadas preventivas,&lt;br /&gt;
que deveriam voltar-se para as condições mais propriamente pedagógicas, de forma a atuar&lt;br /&gt;
mais coletivamente, com base naquilo que hoje seria denominado de interdisciplinaridade,&lt;br /&gt;
com os demais profissionais da educação e da escola. Alguns dos focos possíveis de&lt;br /&gt;
atuação eram apontados, naquela época, em direção à formação de professores, à&lt;br /&gt;
intervenção no âmbito das relações escola-família-comunidade, ao processo grupal&lt;br /&gt;
estabelecido na instituição escolar, dentre outros. Particular preocupação entre psicólogos&lt;br /&gt;
escolares incidia sobre os índices de reprovação na então 1ª. série do 1º. Grau, que&lt;br /&gt;
mostravam que mais da metade dos alunos ficava retida nessa série, muitas vezes na&lt;br /&gt;
condição de alunos multi-repetentes, culminando com o abandono da escola, processo este&lt;br /&gt;
que atingia fundamentalmente alunos oriundos das classes populares. Esse fato levou&lt;br /&gt;
muitos profissionais da psicologia a se interessar pela alfabetização em especial e, de&lt;br /&gt;
maneira mais ampla, pela articulação mais estreita entre os conhecimentos produzidos pela&lt;br /&gt;
psicologia e aqueles produzidos por outras áreas de saber, principalmente a sociologia da&lt;br /&gt;
educação, uma vez que a questão relativa à relação entre desempenho escolar e condições&lt;br /&gt;
sócio-econômicas ganhava espaço nos debates educacionais.&lt;br /&gt;
Entretanto, poucos trabalhos conseguiram efetivar esse modelo de atuação,&lt;br /&gt;
comprometido com o processo pedagógico, em decorrência principalmente da expectativa&lt;br /&gt;
da escola, cristalizada na modalidade clínica de psicologia, pautada no encaminhamento do&lt;br /&gt;
aluno para que ele fosse “curado” fora do espaço da sala de aula e depois devolvido “sem&lt;br /&gt;
problemas”, tirando da escola a responsabilidade da ação sobre a educação da criança.&lt;br /&gt;
Foram, porém, esses poucos trabalhos, muitas vezes pautados na desconstrução dessas&lt;br /&gt;
expectativas da escola, que deram as bases para a superação daquela psicologia escolar&lt;br /&gt;
clínico-terapêutica, na direção de uma psicologia que pode ser denominada efetivamente&lt;br /&gt;
como escolar, delimitando seu campo de atuação e criando uma modalidade de trabalho&lt;br /&gt;
efetivamente comprometida com o cotidiano da escola em sua função essencialmente&lt;br /&gt;
pedagógica.&lt;br /&gt;
Nesse sentido, a superação dessa situação exigia não somente a crítica à hipertrofia&lt;br /&gt;
da psicologia na educação, ao reducionismo, às interpretações aligeiradas e banalizadas, às&lt;br /&gt;
ações fundadas num modelo estranho à educação, como o modelo médico, e à&lt;br /&gt;
culpabilização da criança e de sua família, mas também a restituição de seu núcleo de bom&lt;br /&gt;
senso. Fazia-se necessário devolver à psicologia seu lugar no processo pedagógico.&lt;br /&gt;
É necessário, pois, que se considere que o processo educativo ocorre no âmbito do&lt;br /&gt;
sujeito; assim, a dimensão psicológica não pode ser negada, mas incorporada na apreensão&lt;br /&gt;
do fenômeno em sua totalidade, condição fundamental para a produção de conhecimento&lt;br /&gt;
nesse campo, responsabilidade da psicologia educacional. Esta, por sua vez, deve&lt;br /&gt;
fundamentar, naquilo que lhe cabe, a compreensão do fenômeno educativo e dar base para&lt;br /&gt;
o estabelecimento de processos efetivos de intervenção, que poderiam constituir-se na&lt;br /&gt;
matriz de atuação do psicólogo escolar.&lt;br /&gt;
Dessas considerações parte-se agora para um ensaio que visa discutir possibilidades&lt;br /&gt;
e limites para a construção de uma Psicologia Escolar e Educacional, sob o foco de seus&lt;br /&gt;
compromissos e perspectivas.&lt;br /&gt;
Compromissos e Perspectivas para a Psicologia Escolar e Educacional&lt;br /&gt;
É condição para a discussão de compromissos, assim como das perspectivas que se&lt;br /&gt;
colocam a partir deles, a explicitação do lugar a partir do qual se fala. Compromisso&lt;br /&gt;
implica três instâncias: aquele que se compromete (neste caso, referimo-nos à Psicologia&lt;br /&gt;
Escolar e Educacional), aquele com quem se compromete (as classes populares) e aquilo&lt;br /&gt;
com que se compromete (a construção de uma educação democrática). Trata-se, portanto,&lt;br /&gt;
de discutir o compromisso da Psicologia Escolar e Educacional com a educação das classes&lt;br /&gt;
populares, o que torna necessário expor a concepção de educação que dá base à posição&lt;br /&gt;
aqui defendida.&lt;br /&gt;
A educação que aqui se afirma é uma educação rigorosa e amplamente&lt;br /&gt;
democrática, que deve ser acessível a todos e que não transige na defesa desse princípio. É&lt;br /&gt;
concebida como instância social responsável pela tarefa de socialização dos conhecimentos&lt;br /&gt;
produzidos pela humanidade ao longo de sua história, criando condições para que todos&lt;br /&gt;
possam ascender do senso-comum aos saberes fundamentados, articulados e sintéticos&lt;br /&gt;
sobre o mundo. Educação democrática significa, portanto, democratização de saberes;&lt;br /&gt;
saberes estes que foram historicamente privilégios – na produção e no acesso – das classes&lt;br /&gt;
dominantes. Para que ela se realize em cada sujeito, é necessário garantir o domínio de&lt;br /&gt;
recursos necessários para a apreensão do conhecimento, como o domínio da leitura e da&lt;br /&gt;
escrita, da matemática e de outros recursos próprios da contemporaneidade, como&lt;br /&gt;
informática e línguas estrangeiras. Isso, entretanto, constitui-se tão somente o ponto de&lt;br /&gt;
partida, pois são apenas os meios necessários para a aquisição de outros conhecimentos,&lt;br /&gt;
que devem ser considerados em todas as suas expressões, da filosofia à ciência e às artes,&lt;br /&gt;
em permanente diálogo com a cultura própria da criança, que deve ser respeitada e&lt;br /&gt;
considerada no processo de ensino-aprendizagem. Disso decorre uma concepção de prática&lt;br /&gt;
pedagógica centrada nos processos de ensino e aprendizagem, cuja finalidade é propiciar o&lt;br /&gt;
desenvolvimento pleno do educando, em todos os aspectos que o constitui como sujeito&lt;br /&gt;
singular e, ao mesmo tempo, pertencente ao gênero humano.&lt;br /&gt;
Essa concepção de educação remete ao compromisso com a concretização de&lt;br /&gt;
políticas públicas de educação radicalmente comprometidas com os interesses das classes&lt;br /&gt;
populares. Isso significa garantir pleno acesso e condições de permanência de todos os&lt;br /&gt;
educandos na escola, independentemente de suas condições, cabendo à escola transformarse&lt;br /&gt;
para possibilitar-lhes condições efetivas de escolarização; essa questão traduz o princípio&lt;br /&gt;
de educação inclusiva, que incorpora não só a educação de alunos com deficiência, mas&lt;br /&gt;
todos aqueles que, por diversos motivos, são alijados da escola e de seus bens. Para isso,&lt;br /&gt;
faz-se necessário que se construam currículos articulados às finalidades acima expostas,&lt;br /&gt;
superando os conhecidos “currículos mínimos”, geralmente entendidos como paliativos ou&lt;br /&gt;
educação de segunda categoria para pessoas socialmente consideradas também como tal,&lt;br /&gt;
com especial atenção aos processos avaliativos, um dos meios mais efetivos para a&lt;br /&gt;
materialização da exclusão de crianças das classes populares ao direito de uma educação de&lt;br /&gt;
boa qualidade. Esse processo depende também da gestão democrática da escola e,&lt;br /&gt;
sobretudo, no investimento maciço na formação dos educadores.&lt;br /&gt;
Cabe, portanto, discutir as possibilidades e limites da Psicologia Escolar e&lt;br /&gt;
Educacional na construção de políticas públicas de educação comprometidas socialmente&lt;br /&gt;
com as classes populares; eis aqui a questão relativa às perspectivas colocadas para essa&lt;br /&gt;
área de conhecimento e campo de atuação.&lt;br /&gt;
Disso resulta a afirmação de alguns princípios que podem ser expressos a partir das&lt;br /&gt;
assertivas que seguem.&lt;br /&gt;
A educação é constituída por múltiplos determinantes, dentre os quais os fatores de&lt;br /&gt;
ordem psicológica; portanto, a psicologia tem contribuição para a Educação.&lt;br /&gt;
Que seja uma psicologia capaz de compreender o processo ensino-aprendizagem e&lt;br /&gt;
sua articulação com o desenvolvimento, fundamentada na concreticidade humana&lt;br /&gt;
(determinações sócio-históricas), compreendida a partir das categorias totalidade,&lt;br /&gt;
contradição, mediação e superação. Deve fornecer categorias teóricas e conceitos que&lt;br /&gt;
permitam a compreensão dos processos psicológicos que constituem o sujeito do processo&lt;br /&gt;
educativo e são necessários para a efetivação da ação pedagógica.&lt;br /&gt;
A psicologia deve assumir seu lugar como um dos fundamentos da educação e da&lt;br /&gt;
prática pedagógica, contribuindo para a compreensão dos fatores presentes no processo&lt;br /&gt;
educativo a partir de mediações teóricas “fortes”, com garantia de estabelecimento de&lt;br /&gt;
relação indissolúvel entre teoria e prática pedagógica cotidiana.&lt;br /&gt;
Esta psicologia deve propiciar a compreensão do educando a partir da perspectiva&lt;br /&gt;
de classe e em suas condições concretas de vida, condição necessária para se construir uma&lt;br /&gt;
prática pedagógica realmente inclusiva e transformadora. A psicologia como um dos&lt;br /&gt;
fundamentos do processo formativo do educador deve propiciar o reconhecimento do&lt;br /&gt;
educador/professor como sujeito do processo educativo, traduzindo-se na necessidade de&lt;br /&gt;
mudanças profundas das políticas de formação inicial e continuada desse protagonista&lt;br /&gt;
fundamental da educação.&lt;br /&gt;
Por sua vez, a ação do psicólogo escolar deve pautar-se no domínio do referencial&lt;br /&gt;
teórico da psicologia necessário à educação, mediatizado necessariamente por&lt;br /&gt;
conhecimentos que são próprios do campo educativo e das áreas de conhecimento&lt;br /&gt;
correlatas. O próprio referencial teórico que aqui defendemos implica o trânsito por outros&lt;br /&gt;
saberes (totalidade). Daí, a necessidade de superação das práticas tradicionais do psicólogo&lt;br /&gt;
escolar, muitas vezes pautadas ainda numa perspectiva, nem sempre consciente ou&lt;br /&gt;
assumida, de ação clínico-terapêutica.&lt;br /&gt;
Em outras palavras, afirmamos uma psicologia escolar comprometida radicalmente&lt;br /&gt;
com a educação das classes populares, que supere o modelo clínico-terapêutico disfarçado e&lt;br /&gt;
dissimulado ainda presente na representação que o psicólogo tem de sua própria ação,&lt;br /&gt;
entendendo que a representação e, consequentemente, as expectativas que os demais&lt;br /&gt;
profissionais da educação têm da psicologia só serão superadas pela própria prática do&lt;br /&gt;
psicólogo escolar.&lt;br /&gt;
Mudanças efetivas só ocorrerão a partir do envolvimento do psicólogo com as&lt;br /&gt;
questões concretas da educação e da prática pedagógica; é necessário superar o preconceito&lt;br /&gt;
de não querer tornar-se “pedagogo”. O psicólogo não é pedagogo, mas se quiser trabalhar&lt;br /&gt;
com educação terá que mergulhar nessa realidade como alguém que faz parte dela,&lt;br /&gt;
reconhecendo-se como portador de um conhecimento que pode e deve ser socializado com&lt;br /&gt;
os demais educadores, tanto no trabalho interdisciplinar, como na formação de educadores,&lt;br /&gt;
sobretudo professores; que detém um saber que pode contribuir com os processos sócioinstitucionais&lt;br /&gt;
da escola; tem um conhecimento específico que pode e deve reconhecer o que&lt;br /&gt;
é próprio de sua formação profissional, e, ouso afirmar, algumas vezes inclusive de caráter&lt;br /&gt;
clínico-terapêutico, voltado para casos individuais; possui ou pode desenvolver&lt;br /&gt;
conhecimentos importantes para a gestão de sistemas e redes de ensino, sobretudo no&lt;br /&gt;
âmbito de diagnósticos educacionais (avaliação institucional, docente, discente etc.) e na&lt;br /&gt;
intervenção sobre tais resultados.&lt;br /&gt;
Considerações Finais&lt;br /&gt;
As questões aqui expostas constituem-se em elaborações também situadas num&lt;br /&gt;
dado momento histórico e numa dada perspectiva teórica e consequentemente política, que&lt;br /&gt;
reflete concepções de homem, sociedade, educação, psicologia e, sobretudo, de Psicologia&lt;br /&gt;
Escolar e Educacional circunscritas. Isso significa que esta é uma dentre muitas posições&lt;br /&gt;
acerca dessa área de conhecimento e campo de práticas. É, portanto, importante que se&lt;br /&gt;
estabeleça um amplo diálogo entre posições e perspectivas, que permitam o avanço dessa&lt;br /&gt;
área de saber e o aperfeiçoamento das práticas a ela correlatas.&lt;br /&gt;
Entretanto, há dois aspectos que devem ser considerados nessa discussão e que se&lt;br /&gt;
remetem a aspectos cujas qualidades são muito distintas, mas que devem fazer-se&lt;br /&gt;
invariavelmente presentes.&lt;br /&gt;
A primeira questão diz respeito à possibilidade de inserção do psicólogo escolar em&lt;br /&gt;
seu campo. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional proíbe deduzir dos 25% dos&lt;br /&gt;
orçamentos públicos os salários de profissionais responsáveis por “atendimento médico,&lt;br /&gt;
odontológico, psicológico e fonoaudiológico”. Isso parece impedir, numa primeira leitura, a&lt;br /&gt;
presença do psicólogo nesse campo sobre o qual incide toda nossa discussão. É preciso, no&lt;br /&gt;
entanto, que se analise mais profundamente o texto da lei e os significados a ele&lt;br /&gt;
subjacentes, cotejando-os com as questões aqui abordadas.&lt;br /&gt;
É compreensível e aceitável essa prescrição legal, pois, pela maneira como está&lt;br /&gt;
colocado o serviço psicológico, deduz-se que a concepção que lhe dá base carrega a noção&lt;br /&gt;
de atendimento clínico-terapêutico, de incidência individual e apartada das questões&lt;br /&gt;
propriamente escolares. De um lado, a palavra utilizada é “atendimento”, termo este já&lt;br /&gt;
tradicionalmente relacionado a um modelo médico; por outro lado, e corroborando essa&lt;br /&gt;
interpretação, o “psicológico” é acompanhado de “médico”, “odontológico” e, na esteira da&lt;br /&gt;
própria concepção de psicologia aí expressa, de “fonoaudiológico”. Dada nossa concepção&lt;br /&gt;
de Psicologia Escolar e Educacional, pode-se dizer que a psicologia a que a lei se refere não&lt;br /&gt;
é esta que defendemos.&lt;br /&gt;
Essa análise demonstra que se essa atuação da psicologia não é reconhecida pela&lt;br /&gt;
LDB como ação própria da educação, do que não discordamos, há por outro lado, uma&lt;br /&gt;
atuação que pode ser considerada como de caráter eminentemente educacional e que tem&lt;br /&gt;
sua prática pautada na instituição escolar e nas demandas a ela inerentes. Com base nessa&lt;br /&gt;
consideração, impõe-se uma discussão a respeito dessa questão, que deve subsidiar o&lt;br /&gt;
esclarecimento aos órgãos direta e indiretamente relacionados a essa prescrição legal, além&lt;br /&gt;
de um encaminhamento mais direto, com vistas à defesa da inserção de uma determinada&lt;br /&gt;
prática que pode contribuir com a melhoria da educação brasileira, não como reivindicação&lt;br /&gt;
motivada por interesses corporativistas, mas como concretização de uma luta cujo motivo&lt;br /&gt;
primeiro é seu compromisso radical com a educação das classes populares.&lt;br /&gt;
A derradeira questão é de natureza ética e, sob um determinado foco, pode ser&lt;br /&gt;
exemplificada pelo problema acima discutido. Devemos invariavelmente pautar toda e&lt;br /&gt;
qualquer discussão sobre a Psicologia em geral e sobre a Psicologia Escolar e Educacional&lt;br /&gt;
em especial sobre a questão ética, entendendo-a não como prescrição de normas, nem como&lt;br /&gt;
tema da moda, mas como ética social, que se questiona e que se pergunta constantemente&lt;br /&gt;
sobre o que fazemos, para quem, com que finalidade e a que interesses servimos.&lt;br /&gt;
Este é o ponto a partir do qual se deve retornar ao início dessa discussão. A história&lt;br /&gt;
demonstra pactos entre psicologia, educação e sociedade que penderam parainteresses&lt;br /&gt;
contraditórios e opostos, na maioria das vezes em contraposição aos direitos das classes&lt;br /&gt;
populares. Da compreensão desse processo, podemos nos lançar de maneira mais efetiva à&lt;br /&gt;
construção de uma Psicologia Escolar e Educacional comprometida de fato com uma&lt;br /&gt;
educação democrática, submetida aos interesses dessas classes. Este é, por sua vez, o&lt;br /&gt;
compromisso que define e determina as perspectivas que estão postas para essa área de&lt;br /&gt;
conhecimento e campo de atuação do psicólogo.&lt;br /&gt;
 &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Referências&lt;br /&gt;
Antunes, M. A. M. (2003) A psicologia no Brasil: leitura histórica de sua constituição. São&lt;br /&gt;
Paulo, EDUC e Ed. Unimarco.&lt;br /&gt;
Massimi, M. (1987) As origens da psicologia brasileira em obras do período colonial, in:&lt;br /&gt;
História da Psicologia. São Paulo, EDUC, Série Cadernos PUC-SP, n. 23, pp. 95-117.&lt;br /&gt;
__________. História da psicologia brasileira. São Paulo, EPU, 1990.&lt;br /&gt;
Meira, M. E. M. e Antunes, M. A. M. (2003) Psicologia escolar: teorias críticas. São&lt;br /&gt;
Paulo, Casa do Psicólogo.&lt;br /&gt;
________________________________. (2003) Psicologia escolar: práticas críticas. São&lt;br /&gt;
Paulo, Casa do Psicólogo, 2003.&lt;br /&gt;
Endereço para correspondência&lt;br /&gt;
Rua Monte Alegre, 984&lt;br /&gt;
Perdizes - São Paulo - SP&lt;br /&gt;
CEP: 05014-901&lt;br /&gt;
Fone: (11) 3670-8000&lt;br /&gt;
Email: pedpos@pucsp.br&lt;br /&gt;
Notas&lt;br /&gt;
i Artigo originalmente apresentado no VIII Congresso Nacional de Psicologia Escolar e&lt;br /&gt;
Educacional – CONPE realizado em Minas Gerais, São João del Rei, na Universidade&lt;br /&gt;
Federal de São João del-Rei – UFSJ.&lt;br /&gt;
2Doutora em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;a target="_blank" href="/p/5431-psicologia-da-educacao-i-letras"&gt;Original&lt;/a&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 21 Oct 2013 08:37:49 -0200</pubDate>
      <link>https://msantos_educacao.catalao.ufg.br/n/52899-psicologia-da-educacao-i-letras</link>
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    </item>
    <item>
      <title>PLANO DE CURSO </title>
      <description>&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;
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&lt;title&gt;&lt;/title&gt;
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&lt;p align="CENTER" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="4" style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background: rgb(212, 212, 212) none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;"&gt;PLANO  DE  CURSO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;table rules="COLS" cellspacing="0" cellpadding="5" bordercolor="#000000" border="1" width="625"&gt;
    &lt;col width="169" /&gt; 	&lt;col width="169" /&gt; 	&lt;col width="122" /&gt; 	&lt;col width="21" /&gt; 	&lt;col width="91" /&gt;
    &lt;tbody&gt;
        &lt;tr&gt;
            &lt;td valign="TOP" width="613" colspan="5"&gt;
            &lt;ol&gt;
                &lt;li&gt;
                &lt;h1 align="JUSTIFY" style="margin-top: 0.07cm;" class="western"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;DADOS  DE  IDENTIFICAÇÃO&lt;/font&gt;&lt;/h1&gt;
                &lt;/li&gt;
            &lt;/ol&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
    &lt;/tbody&gt;
    &lt;tbody&gt;
        &lt;tr valign="TOP"&gt;
            &lt;td width="348" colspan="2"&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-top: 0.21cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;Curso 				&lt;/font&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;de &lt;/font&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;b&gt;Letras&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
            &lt;td width="255" colspan="3"&gt;
            &lt;h4 style="margin-top: 0.21cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;Unidade: 				&lt;/font&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;b&gt;CAMPUS CATALÃO&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h4&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
    &lt;/tbody&gt;
    &lt;tbody&gt;
        &lt;tr valign="TOP"&gt;
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            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-top: 0.07cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;Disciplina:&lt;/font&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt; 				Psicologia da Educação I&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
            &lt;td width="122"&gt;
            &lt;h2 align="LEFT" style="margin-top: 0.07cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Código: 				5121&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h2&gt;
            &lt;/td&gt;
            &lt;td width="122" colspan="2"&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-top: 0.07cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;Núcleo:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
    &lt;/tbody&gt;
    &lt;tbody&gt;
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            &lt;td width="348" colspan="2"&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-top: 0.07cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;Departamento 				da Disciplina:  &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;b&gt;PEDAGOGIA&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt; 				&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
            &lt;td width="122"&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-top: 0.07cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;Ano&lt;/font&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="4"&gt;:&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;b&gt; 				2011&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
            &lt;td width="122" colspan="2"&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-top: 0.07cm; margin-bottom: 0.07cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;Semestre: 3º &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-top: 0.07cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;Turmas: 				A e B&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
    &lt;/tbody&gt;
    &lt;tbody&gt;
        &lt;tr&gt;
            &lt;td valign="TOP" width="613" colspan="5"&gt;
            &lt;h5 style="margin-top: 0.07cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;DISTRIBUIÇÃO 				DA CARGA HORÁRIA&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h5&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
    &lt;/tbody&gt;
    &lt;tbody&gt;
        &lt;tr valign="TOP"&gt;
            &lt;td width="169" rowspan="2"&gt;
            &lt;h2 style="font-weight: normal; text-decoration: none;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;Carga Horária Semestral&lt;/font&gt;&lt;/h2&gt;
            &lt;p align="CENTER" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;64&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
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            &lt;h2 style="font-weight: normal; text-decoration: none;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;Carga Horária Semanal&lt;/font&gt;&lt;/h2&gt;
            &lt;h2 style="font-weight: normal; text-decoration: none;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;4&lt;/font&gt;&lt;/h2&gt;
            &lt;/td&gt;
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            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-top: 0.11cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;Teóricas: 				4&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
            &lt;td width="91" rowspan="2"&gt;
            &lt;h2 style="font-weight: normal; text-decoration: none;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;Acessória&lt;/font&gt;&lt;/h2&gt;
            &lt;p align="CENTER" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;32&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
        &lt;tr valign="TOP"&gt;
            &lt;td width="153" colspan="2"&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-top: 0.07cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;Práticas: 				-&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
    &lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;table cellspacing="0" cellpadding="5" bordercolor="#000000" border="1" width="625"&gt;
    &lt;col width="613" /&gt;
    &lt;tbody&gt;
        &lt;tr&gt;
            &lt;td valign="TOP" width="613"&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 0.54cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;EMENTA 			&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
        &lt;tr&gt;
            &lt;td valign="TOP" width="613"&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 0.54cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2"&gt;Psicologia 			como ciência. Constituição da Psicologia da Educação no 			Brasil. Concepções teóricas de aprendizagem e desenvolvimento 			que fundamentam as práticas pedagógicas da Educação Escolar no 			Brasil (Behaviorismo, Humanismo, Construtivismo e &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2"&gt;Abordagem 			Histórico-cultural): análise crítica de suas contribuições. 			Possibilidades e limites do conhecimento psicológico à análise 			e solução das questões educacionais&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2"&gt; 			&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
    &lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;table cellspacing="0" cellpadding="5" bordercolor="#000000" border="1" width="625"&gt;
    &lt;col width="313" /&gt; 	&lt;col width="290" /&gt;
    &lt;tbody&gt;
        &lt;tr valign="TOP"&gt;
            &lt;td width="313"&gt;
            &lt;p align="CENTER" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;p align="CENTER" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;p align="CENTER" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;Docente&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
            &lt;td width="290"&gt;
            &lt;p align="CENTER" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;Formação 			Profissional&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
        &lt;tr valign="TOP"&gt;
            &lt;td height="51" width="313"&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: -0.12cm; margin-right: 0.21cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;b&gt;Maria José dos Santos&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;h2 align="JUSTIFY" style="font-weight: normal; text-decoration: none;" class="western"&gt; &lt;/h2&gt;
            &lt;/td&gt;
            &lt;td width="290"&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;Psicóloga 			(UNIP), Doutora em Psicologia da Educação/PUC-SP&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
    &lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.5cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align="RIGHT" style="margin-right: 0.18cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;Catalão (GO), Fevereiro de 2011.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align="CENTER" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;___________________________________________&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="CENTER" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;SIAPE:1678135&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align="RIGHT" style="margin-right: 0.18cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;APROVADO EM REUNIÃO DE CURSO EM:&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;b&gt; 17/02/&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt; &lt;/font&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;b&gt;2011&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align="CENTER" style="margin-left: -1.5cm; margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align="CENTER" style="margin-left: -1.5cm; margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;______________________________&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="CENTER" style="margin-left: -1.5cm; margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2"&gt;Coordenador do Curso de Pedagogia – CAC/UFG&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="CENTER" style="margin-left: -1.5cm; margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align="CENTER" style="margin-left: -1.5cm; margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align="CENTER" style="margin-left: -1.5cm; margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align="CENTER" style="margin-left: -1.5cm; margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align="CENTER" style="margin-left: -1.5cm; margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align="CENTER" style="margin-left: -1.5cm; margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align="CENTER" style="margin-left: -1.5cm; margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;table cellspacing="0" cellpadding="5" bordercolor="#000000" border="1" width="612"&gt;
    &lt;col width="600" /&gt;
    &lt;tbody&gt;
        &lt;tr&gt;
            &lt;td valign="TOP" height="4" width="600"&gt;
            &lt;h3 style="margin-right: 0.51cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;2	 			OBJETIVOS&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
        &lt;tr&gt;
            &lt;td valign="TOP" height="29" width="600"&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;2.1&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt; 			Geral&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.5cm; margin-right: -0.91cm; text-indent: 1.5cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;2.1.1. 			Oferecer ao aluno, futuro professor, elementos teóricos que 			possibilitem &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.5cm; margin-right: -0.91cm; text-indent: 1.5cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;compreender 			os processos de aprendizagem/desenvolvimento da criança e do&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.5cm; margin-right: -0.91cm; text-indent: 1.5cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;adolescente 			como síntese de múltiplos e complexos fatores. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.5cm; margin-right: -0.91cm; text-indent: 1.5cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.5cm; margin-right: -0.91cm; text-indent: 1.5cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;2.1.2. 			Contribuir para a inserção crítica do professor na realidade 			escolar,&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.5cm; margin-right: -0.91cm; text-indent: 1.5cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;ajudando-o 			a rever seus quadros de referência e a perceber-se, perceber &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.5cm; margin-right: -0.91cm; text-indent: 1.5cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;seus 			alunos e o contexto escolar de maneira não estereotipada&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.5cm; margin-right: -0.91cm; text-indent: 1.5cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.5cm; margin-right: -0.91cm; text-indent: 1.5cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;2.1.3. 			Refletir criticamente sobre os conhecimentos e procedimentos 			cristalizados&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: -1.5cm; margin-right: -0.91cm; text-indent: 1.5cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;Pela 			tradição e que são repetidos mecanicamente pelo professor&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
        &lt;tr&gt;
            &lt;td valign="TOP" height="3" width="600"&gt;
            &lt;ol start="2"&gt;
                &lt;ol start="2"&gt;
                    &lt;li&gt;
                    &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;Específicos&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
                    &lt;/li&gt;
                &lt;/ol&gt;
            &lt;/ol&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;2.2.1. 			&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;Discutir 			a Psicologia da Educação como área de  produção de 			conhecimento.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;2.2.2. 			&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;Discutir 			algumas das principais teorias psicológicas do desenvolvimento e &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;aprendizagem 			humana&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;2.2.3. 			Discutir a relação entre os processos de aprendizagem e 			desenvolvimento &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;do 			adolescente segundo as diferentes abordagens e suas implicações 			educacionais.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;2.2.4. 			Analisar criticamente as implicações, contribuições e limites 			da Psicologia em &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;sua 			relação com a educação.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
    &lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-left: 0.33cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;table cellspacing="0" cellpadding="5" bordercolor="#000000" border="1" width="598"&gt;
    &lt;col width="464" /&gt; 	&lt;col width="112" /&gt;
    &lt;tbody&gt;
        &lt;tr&gt;
            &lt;td valign="TOP" width="586" colspan="2"&gt;
            &lt;h5 align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;3. 			       PROGRAMAÇÃO TEÓRICO-PRÁTICA&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h5&gt;
            &lt;p style="margin-right: -0.13cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;3.1	Discriminação 			dos conteúdos&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
        &lt;tr valign="TOP"&gt;
            &lt;td height="1" width="464"&gt;
            &lt;h3 class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;UNIDADE&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt; 			I&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;
            &lt;/td&gt;
            &lt;td width="112"&gt;
            &lt;p align="CENTER" style="margin-left: -0.31cm; margin-right: -0.13cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;Horas 			Previstas&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
        &lt;tr valign="TOP"&gt;
            &lt;td height="21" width="464"&gt;
            &lt;ol&gt;
                &lt;li&gt;
                &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;b&gt;Apresentação do Curso&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
                &lt;/li&gt;
            &lt;/ol&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;ol start="2"&gt;
                &lt;li&gt;
                &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;b&gt;Breve Introdução à Psicologia da Educação&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
                &lt;/li&gt;
            &lt;/ol&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;ol start="3"&gt;
                &lt;li&gt;
                &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;b&gt;As diferentes abordagens em Psicologia da Educação&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
                &lt;/li&gt;
            &lt;/ol&gt;
            &lt;ul&gt;
                &lt;li&gt;
                &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;b&gt;Epistemologias                Empirista&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
                &lt;/li&gt;
            &lt;/ul&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 0.64cm; margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;b&gt;Inatista&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 0.64cm; margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;b&gt;Interacionista&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: 0.09cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
            &lt;td width="112"&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;b&gt;2 			horas/aula&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;b&gt;8 			horas/aula&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;p style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;b&gt;4 horas/aula&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
        &lt;tr valign="TOP"&gt;
            &lt;td height="8" width="464"&gt;
            &lt;h6 class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;UNIDADE&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt; 			II&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h6&gt;
            &lt;/td&gt;
            &lt;td width="112"&gt;
            &lt;p align="CENTER" style="margin-left: -0.37cm; margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;Horas 			Previstas&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
        &lt;tr valign="TOP"&gt;
            &lt;td width="464"&gt;
            &lt;h3 style="margin-left: 1.27cm;" class="western"&gt;Teorias de 			Aprendizagem e Desenvolvimento&lt;/h3&gt;
            &lt;ol&gt;
                &lt;ul&gt;
                    &lt;li&gt;
                    &lt;p class="western"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;Behaviorismo: 					fundamentos teóricos&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
                    &lt;/li&gt;
                &lt;/ul&gt;
            &lt;/ol&gt;
            &lt;p style="margin-left: 2.54cm;" class="western"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;Implicações 			no processo ensino-aprendizagem&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;ol&gt;
                &lt;ul&gt;
                    &lt;li&gt;
                    &lt;p class="western"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;Humanismo: 					fundamentos teóricos&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
                    &lt;/li&gt;
                &lt;/ul&gt;
            &lt;/ol&gt;
            &lt;p style="margin-left: 2.54cm;" class="western"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;Implicações 			no processo ensino-aprendizagem&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;ol&gt;
                &lt;ul&gt;
                    &lt;li&gt;
                    &lt;p class="western"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;Construtivismo: 					fundamentos teóricos&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
                    &lt;/li&gt;
                &lt;/ul&gt;
            &lt;/ol&gt;
            &lt;p style="margin-left: 2.54cm;" class="western"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;Implicações 			no processo ensino-aprendizagem&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;ol&gt;
                &lt;ul&gt;
                    &lt;li&gt;
                    &lt;p class="western"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;Abordagem 					Histórico-cultural: fundamentos teóricos&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
                    &lt;/li&gt;
                &lt;/ul&gt;
            &lt;/ol&gt;
            &lt;p style="margin-left: 2.54cm;" class="western"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;Implicações 			no processo ensino-aprendizagem&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: 0.09cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
            &lt;td width="112"&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;b&gt;50 			horas/aula&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="CENTER" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
        &lt;tr valign="TOP"&gt;
            &lt;td height="8" width="464"&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: 0.09cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;TOTAL&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
            &lt;td width="112"&gt;
            &lt;p align="CENTER" style="margin-left: -0.33cm; margin-right: -0.13cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;64 			h/Semestre&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
    &lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;h5 align="JUSTIFY" style="margin-left: 0.33cm;" class="western"&gt; &lt;/h5&gt;
&lt;table cellspacing="0" cellpadding="5" bordercolor="#000000" border="1" width="612"&gt;
    &lt;col width="364" /&gt; 	&lt;col width="226" /&gt;
    &lt;tbody&gt;
        &lt;tr&gt;
            &lt;td valign="TOP" width="600" colspan="2"&gt;
            &lt;h5 align="JUSTIFY" style="margin-left: 0.18cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;4. 			    CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h5&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
        &lt;tr valign="TOP"&gt;
            &lt;td width="364"&gt;
            &lt;p align="CENTER" style="margin-right: -0.03cm; font-weight: normal; page-break-after: avoid;"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;Atividades 			teóricas e práticas&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
            &lt;td width="226"&gt;
            &lt;p align="CENTER" style="margin-right: -0.14cm; page-break-after: avoid;"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Meses 			/ 1º Semestre 2011&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
        &lt;tr valign="TOP"&gt;
            &lt;td width="364"&gt;
            &lt;ul&gt;
                &lt;li&gt;
                &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;UNIDADE 				I&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
                &lt;/li&gt;
                &lt;li&gt;
                &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;UNIDADE 				II &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
                &lt;/li&gt;
            &lt;/ul&gt;
            &lt;/td&gt;
            &lt;td width="226"&gt;
            &lt;p align="CENTER" style="margin-left: -0.12cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;Março&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="CENTER" style="margin-left: -0.12cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;Abril/Maio/Junho&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
    &lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;h5 align="JUSTIFY" style="margin-left: 0.33cm;" class="western"&gt; &lt;/h5&gt;
&lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;table cellspacing="0" cellpadding="5" bordercolor="#000000" border="1" width="612"&gt;
    &lt;col width="600" /&gt;
    &lt;tbody&gt;
        &lt;tr&gt;
            &lt;td valign="TOP" width="600"&gt;
            &lt;h5 align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;5 			    ESTRATÉGIAS DE ENSINO&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h5&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
        &lt;tr&gt;
            &lt;td valign="TOP" width="600"&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-left: 0.11cm; margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;5.1.  Descrição das estratégias&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;5.1.1. 			Aulas expositivas&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;5.1.2. 			Discussão de textos e/ou filmes&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-right: -0.91cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;5.1.3. 			Trabalhos orientados&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
    &lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;h5 align="JUSTIFY" class="western"&gt; &lt;/h5&gt;
&lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;table cellspacing="0" cellpadding="5" bordercolor="#000000" border="1" width="612"&gt;
    &lt;col width="600" /&gt;
    &lt;tbody&gt;
        &lt;tr&gt;
            &lt;td valign="TOP" width="600"&gt;
            &lt;h5 align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;6.	RECURSOS 			DIDÁTICOS&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h5&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
        &lt;tr&gt;
            &lt;td valign="TOP" width="600"&gt;
            &lt;h6 style="font-weight: normal; text-decoration: none;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;6.1.  Descrição dos recursos&lt;/font&gt;&lt;/h6&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;6.1.1. 			Recursos convencionais&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;6.1.2. 			Textos&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;6.1.3. 			Retroprojetor&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;6.1.4. 			TV e Vídeo&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;6.1.5. 			Data show&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
    &lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;h5 align="JUSTIFY" class="western"&gt; &lt;/h5&gt;
&lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;table cellspacing="0" cellpadding="5" bordercolor="#000000" border="1" width="612"&gt;
    &lt;col width="600" /&gt;
    &lt;tbody&gt;
        &lt;tr&gt;
            &lt;td valign="TOP" height="8" width="600"&gt;
            &lt;h5 align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;7.	CRITÉRIOS 			DE AVALIAÇÃO&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h5&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
        &lt;tr&gt;
            &lt;td valign="TOP" height="49" width="600"&gt;
            &lt;h6 style="font-weight: normal; text-decoration: none;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;7.1.	Descrição dos critérios&lt;/font&gt;&lt;/h6&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;7.1.1. 			Provas individuais e em pequenos grupos&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;7.1.2. 			Trabalhos individuais e/ou em grupo&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
    &lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;table cellspacing="0" cellpadding="5" bordercolor="#000000" border="1" width="612"&gt;
    &lt;col width="600" /&gt;
    &lt;tbody&gt;
        &lt;tr&gt;
            &lt;td valign="TOP" height="5" width="600"&gt;
            &lt;h5 align="JUSTIFY" style="margin-left: 0.18cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;b&gt;8. 			    BIBLIOGRAFIA BÁSICA&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h5&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
        &lt;tr&gt;
            &lt;td valign="TOP" height="73" width="600"&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;ANTUNES, 			Mitsuko Aparecida Makino (1998). A Psicologia no Brasil: Leitura 			histórica sobre sua constituição. São Paulo: Unimarco 			Ed./Educ.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;BECHER, 			F. (1994). O que é construtivismo. Série Idéias, n. 20. São 			Paulo: FDE, p. 87-93&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;CUNHA, 			Marcos Vinícius (2002). Psicologia da Educação. Rio de Janeiro: 			DP&amp;A editora.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;GOULART, 			Íris Barbosa (1995). Psicologia da Educação: fundamentos 			teóricos e aplicações à prática pedagógica. Petrópolis: 			Vozes.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;LAMPREIA, 			C. As propostas anti-mentalistas no desenvolvimento cognitivo: uma 			discussão de seus limites.&lt;/font&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;b&gt; 			&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;1992. 420f. Tese 			(Doutorado em Psicologia). Programa de pós-graduação em 			Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de 			Janeiro, Rio de Janeiro, 1992.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;OLIVEIRA, 			M. K. (1995). Vygotsky. Aprendizado e desenvolvimento: um processo 			sócio-histórico. São Paulo: Scipione. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;PIAGET, 			J. (1978). Para onde vai a Educação? Rio de Janeiro: José 			Olympio Ed.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;PIAGET, 			J. (1967). Psicologia da Inteligência. Rio de Janeiro: Editora 			Fundo de Cultura.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;PLACCO, 			V. M. N. S. (org). &lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;(2000). 			Psicologia &amp; Educação: revendo contribuições. São Paulo: 			Educ.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;ROGERS, 			Carl, R. (1972). Liberdade para aprender. Belo Horizonte: 			Interlivros.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;ROGERS, 			Carl, R. (1977). A Pessoa como Centro. São Paulo: EPU/EDUSP&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span lang="es-ES"&gt;SALVADOR, 			C. C., et al. &lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;(2000). 			Psicologia do Ensino. Porto Alegre: Artmed&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span lang="es-ES"&gt;SALVADOR, 			C. C., et al. &lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;(1996). 			Desenvolvimento e Psicologia da Educação. v. 2. Porto Alegre: 			Artmed&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;SKINNER, 			F. B. (org) (1971). O mito da liberdade. Rio de Janeiro: Bloch&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;SKINNER, 			F. B. (2003). Ciência e Comportamento. São Paulo: Martins 			Editora.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;SKINNER, 			F. B. (2006). Sobre o Behaviorismo. São Paulo: Cultrix.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;SUCHODOLSKI, 			B. &lt;/font&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;A pedagogia e as 			grandes correntes filosóficas&lt;/font&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;b&gt;:&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;i&gt; 			&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;pedagogia da 			essência e a pedagogia da existência. Tradução de Liliana 			Rombert Soeiro. Livros horizonte. 1984. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;VYGOTSKY, 			L. S. (1989). Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;VYGOTSKY, 			L. S. (1994). A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins 			Fontes.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;VYGOTSKY, 			L. S., LURIA, A. R. e Leontiev, A. N. (1988). Linguagem, 			Desenvolvimento e Aprendizagem. São Paulo: Ícone Editora.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p class="western"&gt;&lt;font size="1" style="font-size: 8pt;"&gt;WADSWORTH, 			B. J. (2001). Inteligência e Afetividade da criança na teoria de 			Piaget. São Paulo: Pioneira.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
        &lt;tr&gt;
            &lt;td valign="TOP" height="120" width="600"&gt;
            &lt;p align="RIGHT" style="margin-left: 0.21cm; margin-right: 0.54cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;p align="RIGHT" style="margin-left: 0.21cm; margin-right: 0.54cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;Catalão 			(GO), Fevereiro de 2011.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="RIGHT" style="margin-left: 0.21cm;" class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;p align="CENTER" style="margin-left: 0.21cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;___________________________________&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="CENTER" style="margin-left: 0.21cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Prof. 			Dra. Maria José dos Santos&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p align="CENTER" style="margin-left: 0.21cm;" class="western"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;Curso 			de Pedagogia - CAC/UFG&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;sup&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;a href="#sdfootnote1sym" name="sdfootnote1anc" class="sdfootnoteanc"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;
            &lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;
            &lt;/td&gt;
        &lt;/tr&gt;
    &lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div id="sdfootnote1"&gt;
&lt;p align="CENTER"&gt;&lt;a href="#sdfootnote1anc" name="sdfootnote1sym" class="sdfootnotesym"&gt;1&lt;/a&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt; 	&lt;/font&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;b&gt;UNIVERSIDADE 	FEDERAL DE GOIÁS&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="CENTER"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;b&gt;Campus 	Catalão&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="CENTER"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 9pt;"&gt;Av. 	Dr. Lamartine Pinto de Avelar, 1.120 – Setor Universitário&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="CENTER"&gt;&lt;font face="Arial, sans-serif"&gt;&lt;font size="2" style="font-size: 9pt;"&gt;75704-020 	 -  Catalão – Goiás     -     Fone: (64) 3441-1508&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sdfootnote-western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/meta&gt;
&lt;/meta&gt;
&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;a target="_blank" href="/p/5432-plano-de-curso"&gt;Original&lt;/a&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 21 Oct 2013 08:37:49 -0200</pubDate>
      <link>https://msantos_educacao.catalao.ufg.br/n/52900-plano-de-curso</link>
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    </item>
    <item>
      <title>TIPOS DE CONHECIMENTO</title>
      <description>&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;
&lt;meta http-equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;
&lt;title&gt;&lt;/title&gt;
&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 3.1  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt;
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&lt;/meta&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;CONHECIMENTO&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align="RIGHT" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;Prof. Doutor Gilberto Teixeira (FEA/USP)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="RIGHT" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Conhecer é incorporar um conceito novo, ou original, sobre um fato ou fenômeno qualquer. O conhecimento não nasce do vazio e sim das experiências que acumulamos em nossa vida cotidiana, através de experiências, dos relacionamentos interpessoais, das leituras de livros e artigos diversos. &lt;br /&gt;
Entre todos os animais, nós, os seres humanos, somos os únicos capazes de criar e transformar o conhecimento; somos os únicos capazes de aplicar o que aprendemos, por diversos meios, numa situação de mudança do conhecimento; somos os únicos capazes de criar um sistema de símbolos, como a linguagem, e com ele registrar nossas próprias experiências e passar para outros seres humanos. Essa característica é o que nos permite dizer que somos diferentes dos gatos, dos cães, dos macacos e dos leões. &lt;br /&gt;
Ao criarmos este sistema de símbolos, através da evolução da espécie humana, permitimo-nos também ao pensar e, por consequência, a ordenação e a previsão dos fenômenos que nos cerca. &lt;br /&gt;
Existem diferentes tipos de conhecimentos:&lt;/p&gt;
&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;a name="conempi"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;1 - Conhecimento Empírico (ou conhecimento vulgar, ou senso-comum)&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;
É o conhecimento obtido ao acaso, após inúmeras tentativas, ou seja, o conhecimento adquirido através de ações não planejadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Exemplo:&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;
A chave está emperrando na fechadura e, de tanto experimentarmos abrir a porta, acabamos por descobrir (conhecer) um jeitinho de girar a chave sem emperrar.&lt;/p&gt;
&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;a name="confilo"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;2 - Conhecimento Filosófico&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;
É fruto do raciocínio e da reflexão humana. É o conhecimento especulativo sobre fenômenos, gerando conceitos subjetivos. Busca dar sentido aos fenômenos gerais do universo, ultrapassando os limites formais da ciência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Exemplo:&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;
"&lt;i&gt;O homem é a ponte entre o animal e o além-homem&lt;/i&gt;" (Friedrich Nietzsche)&lt;/p&gt;
&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;a name="conteo"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;3 - Conhecimento Teológico&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;
Conhecimento revelado pela fé divina ou crença religiosa. Não pode, por sua origem, ser confirmado ou negado. Depende da formação moral e das crenças de cada indivíduo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Exemplo:&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;
Acreditar que alguém foi curado por um milagre; ou acreditar em Duende; acreditar em re-encarnação; acreditar em espírito etc..&lt;/p&gt;
&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;4 - Conhecimento Científico&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;
É o conhecimento racional, sistemático, exato e verificável da realidade. Sua origem está nos procedimentos de verificação baseados na metodologia científica. Podemos então dizer que o Conhecimento Científico: &lt;br /&gt;
- &lt;i&gt;É racional e objetivo. &lt;br /&gt;
- Atém-se aos fatos. &lt;br /&gt;
- Transcende aos fatos. &lt;br /&gt;
- É analítico. &lt;br /&gt;
- Requer exatidão e clareza. &lt;br /&gt;
- É comunicável. &lt;br /&gt;
- É verificável. &lt;br /&gt;
- Depende de investigação metódica. &lt;br /&gt;
- Busca e aplica leis. &lt;br /&gt;
- É explicativo. &lt;br /&gt;
- Pode fazer predições. &lt;br /&gt;
- É aberto. &lt;br /&gt;
- É útil&lt;/i&gt; (GALLIANO, 1979, p. 24-30). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Exemplo:&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;
Descobrir uma vacina que evite uma doença; descobrir como se dá a respiração dos batráquios.&lt;/p&gt;
&lt;p align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;a target="_blank" href="/p/5434-tipos-de-conhecimento"&gt;Original&lt;/a&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 21 Oct 2013 08:37:49 -0200</pubDate>
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